REVIEW: pior álbum da carreira, sonoridade surpreendente e estreia extraordinária são os destaques dessa semana

REVIEW: pior álbum da carreira, sonoridade surpreendente e estreia extraordinária são os destaques dessa semana

Que semana agitada na música pop mundial e, ainda bem, cheia de lançamentos incríveis e poderosos. No Brasil os novos álbuns são destaques e grandemente maravilhosos. Já no exterior, tivemos lançamentos ruins, bons, fracos e fortes, para todos os gostos. Qual o seu favorito da semana? Me conta lá nas nossas redes sociais porque eu adoro saber a opinião de vocês também.

O grande lançamento da semana ficou por conta de Jão e seu terceiro álbum de estúdio, “PIRATA”. Quem também merece seu cantinho aqui na introdução é a campeã do “The Masked Singer Brasil”, Priscilla Alcantara, que lançou seu primeiro álbum pop. Na gringa, O álbum de CL e a parceria entre Sean Paul e Sia merecem atenção redobrada da galera. Já Lana Del Rey… bom, você confere mais abaixo o que eu achei desse lançamento.

Jão – PIRATA

O pop nacional está em uma de suas melhores fases, falo isso tranquilamente, e Jão é um dos grandes representantes de música de qualidade que temos. Em todas suas eras o cantor entregou um conceito tão bem pensado e amarrado que nos fez viajar em suas histórias de sofrência. Obviamente, com “PIRATA” não foi diferente. Minha única reclamação é não ter “AMOR PIRATA” na tracklist, mesmo eu entendendo o motivo, senti falta.

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Cena do videoclipe de “Não Te Amo” (Foto: Reprodução/Divulgação)

Depois do seu álbum mais sofredor e também meu favorito, “ANTI-HERÓI”, agora é a vez de falar do pós-término, superações ou não, aquelas lembranças que insistem em permanecer na nossa cabeça e que nem sempre são negativas. A sonoridade chamou a atenção, com Jão mesclando melancolia e melodias dançantes, com aquela pitada de techno e algumas produções próprias, como no caso de “Olhos Vermelhos“, uma faixa escrita e produzida pelo cantor e com uma das letras mais fortes e tocantes de todo o álbum.

Coringa“, primeiro single da era, segue sendo uma ótima escolha para dar o pontapé inicial, sendo a faixa mais pop e mainstream. “Não Te Amo“, que ganhou um clipe belíssimo, tem uma das frases mais marcantes de todo o álbum: “eu juro, eu não te amo, eu só bebi demais“. “Idiota” tem uma das melodias pop mais viciantes, fazendo cantar o refrão em coro logo na primeira vez. “Meninos e Meninas” tem uma estética adolescente e fala sobre a bissexualidade do cantor, de uma forma incrível e poética. Embora as faixas funcionem isoladamente, o interessante é viver a experiência do álbum como um todo, sem pular nenhuma música, e sentir a história que o Jão quer contar.

Lana Del Rey – Blue Banisters

Sem emoção e cansativo, são duas ótimas palavras para descrever o pior álbum da carreira de Lana Del Rey. Sem Jack Antonoff, finalmente, o projeto parece uma cópia mal feita dos seus últimos trabalhos. Na verdade, “Blue Banisters” pode ser descrito como um álbum de descartes, com melodias mornas e músicas que passam despercebidas em uma hora de álbum. Uma péssima escolha esse lançamento, ainda mais depois do incrível “Chemtrails Over the Country Club” no início do ano.

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Uma das imagens usadas como capa alternativa do álbum, no caso a melhor (Foto: Divulgação/Reprodução)

Com exceção de “Dealer“, que é horrível e chega a doer os ouvidos, as outras são audíveis, mas quase todas bem abaixo do que a cantora é capaz de entregar. “Beautiful” é uma faixa incrível e deliciosa de se escutar, e “Thunder” é outra faixa maravilhosamente bem produzida, fechando os maiores destaques. A sequencia após o interlude também é um pouco interessante – “Interlude – The Trio“, “If You Lie Down with Me” e “Black Bathing Suit“.

Entre as já lançadas previamente, “Arcadia” é a melhor, embora tenha um refrão um pouco irritante, e a faixa-título consegue chamar a atenção, mas nada fora do normal. “Wildflower Wildfire” segue sendo a pior dentre as quatro, podendo ser facilmente descartada do projeto.

Priscilla Alcantara – Você Aprendeu a Amar?

Uma das maiores vozes da música brasileira atualmente mergulhou de cabeça no pop e cravou seu nome como futuro promissor no gênero. Com seu álbum de estreia fora da música gospel, Priscilla Alcantara trouxe letras românticas, algumas reflexões e batidas marcantes, dançantes, envolventes e bem diversificadas.

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Photoshoot impecável da era “Você Aprendeu a Amar?” (Foto: Reprodução/Instagram)

Algumas músicas já eram conhecidas do público por fazer parte do ótimo EP “Tem Dias”. Entre essas quatro, a própria “Tem Dias” e “Boyzinho” são grandes destaques do álbum, sendo a primeira a minha maior surpresa atualmente. Além de produtor do projeto, Lucas Silveira, da banda Fresno, está presente na faixa “Eu Não Sou Pra Você“, com uma das letras mais fortes e tocantes do álbum.

Entre as inéditas, “Oceano” se destaca como a melhor música, entregando letra madura e romântica, melodia crescente e ainda uma voz angelical da cantora. Como uma boa pop perfection, no melhor estilo Carly Rae Jepsen, “Você É Um Perigo” é super dançante, envolvente e ainda possui uma ponte que corta o clima e traz uma estética rapper para a faixa. Sigo curioso pela parceria com Emicida e espero que não faça igual a Luísa Sonza e suma com a música. Brincadeira, amo a Lu e sigo ansioso também pelas faixas.

CL – ALPHA

Após muitos singles bons e algumas escolhas duvidosa, finalmente, o álbum de estreia de CL foi lançado. Como já era de se esperar, o projeto está com uma super produção, um mix de sonoridade, boa música e algumas faixas descartáveis, mas nada para se desesperar.

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Cena do videoclipe de “Lover Like Me”, um dos singles da era “ALPHA” (Foto: Reprodução/Divulgação)

ALPHA“, nome que tem tudo a ver com o momento da carreira da coreana, possui 11 faixas, das quais duas poderiam ter ficado de fora: “Chuck“, por ser sem graça e esquecível, e “Tie a Cherry“, a pior faixa de todas. A maioria das músicas lançadas previamente são ótimas, com “Lover Like Me” e “5 STAR” como os grandes destaques. Eu até elegi a primeira como o melhor lançamento em sua semana de estreia, mas a coluna não foi ao ar.

Dentre as novidades, “Let It” e “My Way” são incríveis e viciantes, podendo facilmente serem colocadas entre as melhores de todo o álbum. “Siren“, uma faixa romântica e mais calma também chama muita atenção no decorrer do “ALPHA”. Um ótimo álbum para quem gosta de pop e hip hop, mas nada muito marcante como projeto completo.

Christina Aguilera, Becky G, Nicki Nicole – Pa Mis Muchachas (feat. Nathy Peluso)

Uma das maiores vozes do pop retornou e cumprindo a promessa de lançar seu novo projeto latino. Embora uma das minha música favoritas da Xtina esteja justamente no “Mi reflejo”, não acho o álbum em si algo tão atraente. Sinto que seu sucessor seguirá pelo mesmo caminho, baseado nesse novo lançamento.

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Cena do belíssimo clipe de “Pa Mis Muchachas” (Foto: Reprodução/Divulgação)

Com um time de divas latinas, “Pa Mis Muchachas” é contagiante, tem uma melodia que embala e acaba agradando, muito dramática sonoramente, mas no fim é apenas uma faixa qualquer em espanhol. Achei o pré-refrão e o próprio refrão muito bem trabalhados, com uma estética latina clássica, cubana. Particularmente falando, eu prefiro a Aguilera no pop americano, mas estou de braços abertos e animado por essa era.

DJ Snake, Ozuna, Megan Thee Stallion & LISA SG

Pensei que teríamos a nova “Taki Taki”, mas “SG” já parece estar seguindo um caminho completamente contrário ao da antecessora. Enquanto a parceria com Cardi B e Selena Gomez estreou pessimamente para mim e foi crescendo ao longo dos meses, essa novidade foi maravilhosa na primeira vez que escutei e agora já estou achando cansativa.

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Cena do videoclipe de “SG” (Foto: Divulgação/Reprodução)

Ozuna é um grande cantor latino e dono de hits marcantes, mas confesso que não curti a forma que a música foi dividida entre os artistas. Enquanto o porto-riquenho canta praticamente toda a música, Megan Thee Stallion ficou com um verso relâmpago, que se tornou esquecido no meio da música. Já Lisa foi o grande trunfo da mega parceria, com um verso legal e uma versão em inglês do refrão, ganhando mais tempo de música que a rapper e consequentemente se destacando mais. A música gruda na cabeça, tem uma batida legal, mas parece que não vingará para mim, no máximo as partes da integrante do BLACKPINK em loop.

Swedish House Mafia & The Weeknd – Moth To A Flame

The Weeknd vem em uma onda de grandes sucessos e músicas realmente muito marcantes, difícil da noite para o dia o cantor lançar uma grande bomba. Por isso, “Moth To A Flame” é uma ótima faixa, parceria incrível com o Swedish House Mafia.

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(Foto: Alexander Wessely/Divulgação)

A sonoridade lembra um pouco o que o canadense já vem trazendo nas suas últimas era, com aquela estética retrô, dançante e bem classuda. Embora o single seja uma delícia de se escutar, não foi um lançamento que me marcou tanto e nem que me faça querer ouvir no repeat, como no caso de “Take My Breath”.

Sean Paul – Dynamite (feat. Sia)

Eu estava precisando de uma parceria entre Sean Paul e Sia e graças a tudo que há de mais sagrado, ela rolou e deu certo. A cantora estava em uma onda bem sem graça de lançamentos, finalmente uma múisca muito boa, com essa voz deliciosa dela e um refrão viciante para nós.

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(Foto: Divulgação/Reprodução)

Sean Paul parece que resiste à todas as mudanças de mercado, mas nunca satura. Ok, ele já lançou diversas músicas sem graça, mas quando ele quer, o hit vem pronto. Batida clássica do cantor, letra repetitiva para entrar na cabeça, Sia de antigamente mais viva do que nunca e agora só falta chegar o calor aqui em São Paulo para curtir essa música na praia ou na piscina.

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