#ChegayNoPFBR: o grande retorno de Lizzo e a despedida triunfal de Iggy Azalea; confira nossas impressões

#ChegayNoPFBR: o grande retorno de Lizzo e a despedida triunfal de Iggy Azalea; confira nossas impressões

Mais uma semana com lançamentos quentes e grandes retornos. Confesso que, entre todos, o que eu estava mais ansioso para ouvir era “Rumors”, o comeback da Lizzo com a Cardi B. Adoro essas duas e o “Cuz I Love You” foi um dos álbuns que eu mais escutei em 2019. Então eu coloquei a expectativa lá no alto para esse single. Será que alcançou ou foi uma decepção total?

Além delas, hoje falaremos do novo álbum da Iggy Azalea, “The End Of An Era”, que promete ser a despedida da rapper; o remix de grandes sucessos de Elton John, “Cold Heart”, agora com vocais de Dua Lipa; uma nova versão de “Flutua”, com Johnny Hooker, Pabllo Vittar e Majur; e mais algumas novidades.

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Destaque: “Rumors” – Lizzo & Cardi B

Confesso para vocês que por muito pouco “Rumors” quase não foi eleita a música da semana. Mas, na hora que sentei para escrever a coluna, ela estava tocando e eu parei e falei: “que perfeição é essa?“. Juro, não é brincadeira! Música é assim, dependendo da forma e do momento que nós escutamos, nos transmitem sensações diferentes.

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Capa de “Rumors” (Imagem: Divulgação/Reprodução)

Com essa introdução de um verdadeiro admirador da Lizzo, já ficou claro que “Rumors” superou minhas expectativas, né? Assim como as outras músicas que conheci da cantora durante o seu boom mundial, não foi de primeira que me identifiquei, mas horas depois já é #1 no meu Spotify. O verso da Cardi B combinou muito com a sonoridade da faixa e a letra é incrível, super shade e provando mais uma vez que hater só ajuda mais ainda no sucesso de um artista.

O clipe, embora seja lindo, não me impactou tanto quanto eu imaginava. Amei essa pegada live action do “Hércules”, amei a rapper ostentando o barrigão de grávida, amei a representatividade, mas percebi umas partes meio mal acabadas, talvez erro da edição.

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A excelência na hora de se despedir

Um dos lançamentos que estava mais animado para ouvir, “The End Of An Era“, o terceiro álbum de Iggy Azalea. Segundo a rapper, esse projeto é sua despedida da música, pelo menos por um tempo, então precisava ser ótimo. E ela conseguiu! Não é meu trabalho favorito, mas ela entregou tantas músicas boas, variações sonoras e conceito que nem tem como criticar.

Brazil” entrou na tracklist e já é o ponto alto do início fraco. Amo essa faixa, o funk no encerramento, sempre foi minha queridinha da Iggy. Entre ótimos raps, vale a pena destacar “Woke Up (Diamonds)“, com a TT The Artist no refrão. Diferente de muitas músicas, meus pontos favoritos aqui são os versos da Azalea e não o refrão mais cantado.

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Capa incrivelmente perfeita do álbum (Imagem: Divulgação/Reprodução)

Por falar em cantado, temos pop e música eletrônica no álbum sim! Talvez a minha favorita de todo o projeto, “Sex on the Beach“, com a Sophia Scott, é tão viciante, tem um refrão tão chiclete e um ótimo contraste com os versos da rapper. Em uma pegada mais latina, “Good Times With Bad People” me chamou a atenção. Não esperava ver Iggy Azalea nesse tipo de sonoridade e super combinou pois veio logo após o feat com Sophia.

Nas eletrônicas vale destacar todas, mas vou falar as que mais me chamaram a atenção, se não isso vira um faixa a faixa. “Emo Club Anthem“, resumida à drogas e festas, “STFU” e a ótima “Iam The Stripclub“, que a gente já conhecia e eu amava. Finalizando otimamente, diferente de como começou, “Day 3 in Miami“, com a Ellise, deixando aquele gostinho de quero mais. E vamos ter, né? A versão deluxe vem aí!

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Vintage mais do que atual

O que já era bom conseguiu ficar mil vezes melhor! Para quem não sabe, “Cold Heart” é um remix de dois grandes sucessos de Elton John, “Sacrifice” e “Rocket Man”. Eu sou apaixonado pela primeira e nunca imaginei que seria possível dança-la um dia, ainda mais de uma forma tão boa. No remix, que intercala versos das duas músicas, o britânico e Dua Lipa fazem uma versão mais disco, com batidas características e uma vibe vintage.

Acredito que muitos não conhecem as versões originais e fica aqui minha indicação. Vale muito a pena ouvi-las e depois conferir a mudança maravilhosa que Elton John fez em “Cold Heart”. Também é necessário parabenizar a interprete de “Don’t Start Now” por conseguir dar seu tom à faixa, mas sem perder sua essência.

Menos emocionante mas igualmente linda

Pensei que ficaria desidratado, mas estou intacto. Toda vez que escuto a versão de “Flutua” com o Johnny Hooker e a Liniker eu desabo, choro, me emociono, passa uma mistura de sensações por mim. Com a versão que troca a Liniker pela Pabllo Vittar e a Majur eu não senti nada disso. A música continua igualmente linda, necessária e tocante, mas sem emoção.

Qual o problema? Eu não faço ideia. Na verdade, não tem um problema e sim uma questão de preferência e daquilo que toca em meu coração. Pabllo Vittar canta muito e em músicas acústicas a drag dá o nome, até queria ver mais disso em outros lançamentos. Majur possui uma das vozes mais lindas da atualidade. Então tudo ficou harmônico e lindo, apenas me sinto mais tocado pela outra versão. E vocês, preferem qual?

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Creepy… no bom sentido

Toda vez que eu escuto Bella Poarch, automaticamente me vem na cabeça Melanie Martinez, mas não quero compará-las. Até porque, em “INFERNO“, ficou claro que, embora as duas façam sons meio sinistros e com uma vibe “canção de ninar assassina”, a Bella não tem aquela pegada “infantil”.

Já estou viciado em “Build A Bitch” e agora tenho tudo para me viciar nessa também, afinal, o refrão é super pegajoso, prende na cabeça desde a primeira ouvida e tem uma sonoridade bem interessante, daquelas que dá vontade de passar o dia escutando.

Nostalgia e saudade

Confesso que fui pego de surpresa por essa música do Jax Jones e do Joel Corry. Eu vi o nome da Charli XCX e fui conferir. Depois descobri que tinha rap da Saweetie no meio e já estava imaginando a bagunça. Como sempre, eu me ferrando sozinho, “OUT OUT” é um H-I-N-O!

O marcante da faixa é justamente o seu sample de “Alors On Danse”, hit de Stromae na década passada. Talvez por nome você não se lembre, mas é impossível ter vivido os anos 2010 e não ter escutado, pelo menos uma vez, essa música. Saudades de uma Charli mais pop, talvez seja por isso que eu tenha amado tanto. Se eu tivesse que dar uma nota, seria 10/10, só pela nostalgia maravilhosa que ela me deu.

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Reizinho do EDM

Nem ia comentar a parceria entre o Kygo e a alemã Zoe Wees, mas gostei tanto de “Love Me Now“, o refrão é tão contagiante e eu estou tão viciado que foi necessário falar dela aqui. Assim como vários outros lançamentos do DJ, a sensação de good vibes que essa faixa traz é enorme. O instrumental lembra algumas outras produções suas, mas nada que pareça plágio ou reciclagem.

É necessário enaltecer a voz da Zoe. Essa garota canta muito e o refrão só tem a potência que tem graças a ela. Para mim, EDM bom é assim, batida contagiante, letra para cantar junto em pelo menos um verso e aquela voz que conforta.

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