Kehlani critica movimento #BlackoutTuesday da indústria fonográfica: “besteira”

Nos últimos dias, os Estados Unidos vem sendo tomados por protestos antirracistas, que foram desencadeados a partir do assassinato brutal de George Floyd por parte da polícia da cidade de Minneapolis. Diversas celebridades se manifestaram contra as atitudes tomada pela polícia e os protestos irromperam país afora.

Muitas grandes empresas da indústria fonográfica, como Spotify, Apple Music, além de gravadoras e estações de rádio, fazem, nesta terça-feira (2), o movimento #BlackoutTuesday, em que se propõe ficar “em silêncio”, além de mudar as fotos de perfil para imagens pretas.

Em uma série de tweets, a cantora e compositora Kehlani fez duras críticas à indústria musical, afirmando que eles não valorizam artistas negros e só querem se beneficiar, além de dizer que a campanha não traz resultados efetivos.

“A indústria da música faz muito dinheiro com pessoas negras. Artistas negros, ouvintes negros, apoiadores negros… essas postagens não fazem m**** nenhuma. Paguem a fiança de seus ouvintes! COloque o dinheiro onde estão os dedos dos seus designers gráficos! Vocês o tem!”

“Muito do dinheiro que vocês acham que os artistas estão recebendo, fica com essas pessoas. Artistas fazem dinheiro com turnês e merchandising, em sua maioria. Durante a quarentena, essas companhias continuam lucrando muito dinheiro, está sempre entrando. Abram suas bolsas multimilionárias!”

“Essa #BlackoutTuesday, apagão da indústria é besteira”

Respondendo a pergunta de um fã, ela ainda afirmou que não acha que essa atitude seja útil:

“Isso não é útil. Para começar, o principal dia de lançamentos é na sexta-feira. Terças não são muito importantes. Nenhum lançamento deveria ser liberado nesta semana, talvez no mês, e se forem, essas companhias deveriam dar o dinheiro aos artistas negros que lançarem. Todo o dinheiro que fizerem deles. F***-se”.

Vale lembrar que, recentemente, a artista já tinha chamado a atenção de Lana Del Rey por ter compartilhado vídeos dos saques ocorridos durante os protestos, o que alimentaria a narrativa de que os protestos são violentos e apagaria o objetivo real das manifestações.