i-D Magazine lista os 10 momentos que definiram a música pop nesta década; confira

Como costuma dizer o velho ditado: “o pop não para”. Em um minuto, você tem a maior música do planeta e, no próximo, está se candidatando a um reality show. Uma semana você entra no Top 10 e na próxima semana entra em cena o streaming e você terá a sorte de chegar ao número 38. Imagine o que pode acontecer no espaço de uma década inteira, ou seja, dez anos sangrentos! Muito, basicamente.

E é com essa introdução que a i-D Magazine, então, listou dez momentos-chave que melhor representam as mudanças significativas que o pop fez desde 1º de janeiro de 2010.

Confira:

1. Nicki Minaj é dona de “Monster” (2010)

Nicki Minaj sustentava uma carreira difícil até antes de 2010. Seus singles solitários eram lançados de modo aleatório e tímido, sem muito sucesso, e parecia que estava faltando o respeito significativo de seus colegas para consigo. Até que ela dominou a música “Monster” de Kanye West, uma faixa que também contou com os rappers Rick Ross e Jay-Z.

A música foi um completo sucesso e foi uma das grandes responsáveis por trazer Nicki Minaj à cena do Hip Hop e do Pop. Nicki Minaj deixava até mesmo a participação de Kanye West tímida nos versos e estava livre, então, para trilhar seu caminho no rap e abrir portas para outras cantoras do segmento, como Cardi B, por exemplo.

2. Adele crava sua carreira no Brit Awards (2011)

O ponto decisivo para esta década no pop veio no Brit Awards de 2011. Tendo recusado a chance de lançar seu álbum “Born This Way” na premiação, Lady Gaga deixou a porta aberta para a emocionante performance de Adele de “Someone Like You”, que roubou o show. Quando as luzes voltaram para revelar uma Arena O2 manchada de lágrimas, o apresentador James Corden admitiu: “Você sabe, você pode ter todos os dançarinos, pirotecnia e shows a laser que quiser, mas se você canta assim, como Adele tudo o que precisa é de um piano”.

3. Lady Gaga se torna uma moto e vai longe demais (2011)

Lady Gaga começou a década no topo das paradas e no auge do sucesso com ” Bad Romance “, impulsionada por grandes performances nos mais diversos canais de TV. No entanto, essa fama “diferentona” de Gaga se transformou em algo exaustivo, e os críticos definiam sua estranheza como sendo algo “demais”. No momento em que ela lançou a capa do álbum “Born This Way” – com sua cabeça soldada na frente de uma moto – todos pareciam ter esquecido que o pop as vezes era ridículo, e que os popstars deveriam fazer coisas tolas e, mesmo assim, soar incrivelmente bem. E Lady Gaga não parou por aí: durante a campanha do Artpop, ela construiu um vestido voador para usar na “Artrave” para lançar o álbum. A diva ainda surpreendeu a todos quando se interessou pelo jazz em 2014 e depois trouxe Joanne em 2016, Uma camaleoa do pop.

4. Beyoncé se cansa de esperar (2013)

O excelente quarto álbum de Beyoncé, “4“, foi lançado no final de junho, só que o álbum realmente vazou três semanas antes, onde foi prontamente baixado 11 milhões de vezes antes que vários avisos fossem emitidos por sua gravadora. Tal acontecimento marcou a última vez que Beyoncé seguiu as regras dos cronogramas de lançamentos da indústria, lançando o “BEYONCÉ“, em 2013, sem aviso prévio. Beyoncé ainda fez história com o Lemonade, em, 2016, onde lançou um um trailer na HBO para o que parecia ser um documentário, mas na verdade era um álbum visual. Essa tática de choque e admiração agora se tornou o padrão da indústria para os grandes hitmakers do pop. Graças à Beyoncé, temos um dia específico para lançamento de álbuns, nas sextas-feiras.

5. Miley Cyrus destrói sua reputação com uma bola de demolição (2013)

Como Britney antes dela, Miley Cyrus teve que lidar com os parâmetros das expectativas das pessoas. Outra estrela da Disney que virou cantora pop, ela tentou forçar os limites com a famosa capa da Vanity Fair de 2008, antes de conscientemente jogar sua reputação no chão com o álbum Bangerz, de 2013 . O marco definitivo, talvez de toda a década, é Miley girando em cima de uma bola de demolição gigante. Mais tarde, fez a polêmica performance no qual ela rebola em Robin Thicke no VMAs. Grosseira e problemática (Miley depois se desculpou por se apropriar de hip-hop), mas infundida com a rebeldia dos antepassados ​​do pop, Miley ajudou a empurrar a ideia de que as superestrelas do pop femininas poderiam ser complicadas e fazer o que quiserem.

6. Zayn quebra o coração das directioners (2015)

Todo mundo sabe que a vida útil de qualquer girlband e boyband é curta. Em março de 2015, Zayn Malik decidiu dar os primeiros passos rumo à morte do One Direction, onde disse que iria “relaxar e ter algum tempo privado fora dos holofotes” (e começou a gravar material solo, como a excelente “Pillowtalk”) . Depois de um tempo em que ele saiu da banda, tudo se desestabilizou e cada membro seguiu em direções diferentes. O fato de vários membros se envolverem em brigas entre si solidificou o fim de uma das boybands mais famosas de todos os tempos.

7. Taylor Swift tweeta para Nicki Minaj (2015)

Taylor Swift passou a primeira metade da década trabalhando em mudanças. O álbum “Red” a fez mergulhar no pop, o que por sua vez abriu o caminho para o aclamado “1989″, a transformação completa de sua carreira. Saiu da sua zona de conforto, o country, e se arriscou no pop de modo perfeito. Até que, em um ato de descuido, ela respondeu a um tweet de Nicki Minaj, no qual ela disse que sofreu racismo após o vídeo de “Anaconda” ser desprezado nas nomeações para Vídeo do Ano no VMAs de 2015. Taylor Swift, então, presumiu que havia sido menosprezada e entrou na conversa: “Eu não fiz nada além de amar e apoiar você. É diferente de você colocar as mulheres uma contra a outra. Talvez um dos homens tenha ficado com o seu lugar”. Nicki estava confusa e Taylor sugeriu que, se ela ganhasse, levaria Nicki ao palco com ela.

8. The X Factor para de criar sonhos (2015)

A promessa do The X Factor era transformar as pessoas comuns em superestrelas, com acordos de milhões de libras e álbuns multi-platina. Só que, graças à internet, as pessoas comuns estão se transformando em superestrelas o tempo todo, e ninguém compra mais álbuns, e até mesmo acordos de gravação parecem prêmios banais para oferecer a alguém. Em 2015, Louisa Johnson foi vencedora e, mesmo lançando um single que figurou no Top 10 britânico, a gravadora de Simon Cowell resolveu não cumprir sua promessa de lançar um álbum para o vencedor do reality.

9. Justin Bieber murmura através de “Despacito” (2017)

A música existe fora dos países de língua inglesa há algum tempo. Mesmo em um passado mais recente, todo fã pop britânico e norte-americano de certa idade se lembra de lançamentos de artistas como Christina Aguilera, Shakira, Enrique Iglesias e Celine Dion, atendendo a mercados que costumavam ser mantidos separados, de países pouco conhecidos na indústria fonográfica. Mas, na segunda metade desta década, graças à Internet e ao streaming, a música mundial deu um grande salto em direção a todas as massas. O BTS é um dos maiores artistas do planeta, Rosalía está produzindo algumas das melhores músicas pop do mundo, e todo artista estrangeiro está desesperado para “fazer um ‘Despacito'”, ou seja, aparecer em uma versão remixada de um enorme hit latino e conquistar um público totalmente novo, como fez Justin Bieber.

10. Drake se torna dono do Spotify (2018)

Quando Drake – a estrela da era dos streamings – lançou seu álbum de 2018, “Scorpion”, o Spotify basicamente perdeu a cabeça. Ele não apenas dominou as listas de rap e R&B, mas seu rosto apareceu na primeira página de listas que não contêm músicas dele próprio, como “Massive Dance Hits”, por exemplo, “Best of British” e “Happy Pop Hits”. Drake é a prova do poder crescente do streaming, um movimento que significa maior domínio nos charts para determinados artistas ( Ariana Grande , Billie Eilish ,The Weeknd ), deixando os outros para trás (como Olly Murs, Alicia Keys e Christina Aguilera, por exemplo). Os streamings são a prova da renovação da indústria musical, onde todos tem domínio e podem fazer sucesso independente de idade, talento e investimento.

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Sobre o autor: /

Estudante de Jornalismo pela Universidade do Estado de Minas Gerais e amante do universo musical.