Entenda como o ritmo brasileiro Bossa Nova chegou ao mainstream da Coreia do Sul

Criada no fim da década de 50 no Brasil, a Bossa Nova surgiu como um movimento de renovação do samba, sendo iniciado com canção “Chega de Saudade” interpretada por João Gilberto.

50 anos depois o ritmo começa a tocar nos cafés e cafeterias da Coreia do Sul, lugar onde os compositores sul-coreanos costumam ir para escrever suas letras, a melodia suave criava um clima aconchegante, fascinados eles então começaram a usar o ritmo como base para rabiscar suas letras, a paixão foi quase instantânea.

Foi quando Kim Eana, uma respeitada compositora, começou a explorar o ritmo em seus trabalhos, ganhando também uma grande aliada na popularização da Bossa Nova no país, a cantora mais amada pela nação: IU.

Disco trás músicas de bossa nova em sua tracklist, além do jazz e swing

Ela então em 2013 lança o “Modern Times – Epilogue “, disco o qual bebe do gênero brasileiro para uma das sínteses de sua criação, trazendo para o projeto uma identidade única sem deixar as características musicais da cantora de lado, atingindo o topo dos charts coreanos e batendo recordes de vendas na época, sendo impulsionado pelo single “Friday” que vendeu mais de 5 milhões de cópias, fazendo dele um dos projetos mais impactantes da carreira da artista sul-coreana.

Após o sucesso de “Modern Times” outros grandes artistas mainstream também passaram a experimentar o gênero, através de faixas presentes em seus álbuns, como “Words Don’t Come Easy” do Mamamoo, “One Afternoon” do Girls’ Generation, “Butterfly” de Yuri e “Miss U” do Apink.

Durante os anos seguintes a Bossa Nova começou a ser mesclada junto a outros ritmos populares, como o trap e o R&B, sendo que dessa forma passou a ser inserida com uma maior frequência nos trabalhos dos artistas:

Recentemente o girl group Twice realizou seu retorno com a canção “Alcohol-Free”, composta e produzida por J.Y. Park, a canção é descrita pelas integrantes como uma Bossa Nova com alguns elementos sutis do hip hop:

.

>>> Curta o PFBR no Facebook

Siga o PFBR no Twitter <<<