"Qualquer alegação de que Kesha não é livre é apenas mito" – dizem advogados de Dr. Luke para a 'Billboard'

A grande explosão do caso ‘KeshaXDr.Luke’ na sexta-feira (19), quando a cantora perdeu o direito de uma liminar para poder lançar canções inéditas enquanto o processo corre, fez com que vários veículos de comunicação fossem atrás de respostas concretas acerca dos dois lados da moeda.

A revista ‘Billboard’ publicou uma matéria há algumas horas com a versão dos advogados de Luke, o produtor no qual Kesha entrou com uma ação na justiça por conta de abuso sexual durante a parceria deles e também problemas psicológicos decorrentes.

Acompanhe todas as informações sobre o caso:

Advogados analisam que Sony deve ceder quebra de contrato à Kesha devido pressão na internet

“Ela era minha irmãzinha” – Dr. Luke se defende de ataques de fãs de Kesha no Twitter

“Ela está livre para fazer o que quiser” – Advogada de Dr. Luke chama Kesha de mentirosa

Mais de 50 artistas já demonstraram apoio à Kesha no seu processo contra Dr. Luke

Mãe de Kesha agradece Taylor Swift por doação de 250 mil dólares para cantora

Segundo os profissionais, a hashtag do público na internet que a apoia, “#FreeKesha”, não faz nenhum sentido. Tudo porque, a cantora já é livre para lançar o que quiser sem Dr. Luke, apontando que essa já era uma decisão do Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque. O motivo do processo, na verdade, seria para “extorquir dinheiro e uma renegociação de contrato”.

Confira o documento divulgado nesta semana para a revista:

O Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque apurou na sexta-feira que Kesha já é “livre” para gravar e lançar músicas sem trabalhar com o produtor Dr. Luke se ela não quiser. Qualquer alegação de que ela não é “livre” é um mito. A decisão de sexta-feira feita pelo Tribunal em negar o pedido de Kesha deixou claro que as denúncias de supostos abusos não eram convincentes e que ela tinha nenhuma base para anular contratos de gravação e direitos de autor. Dr. Luke e suas empresas investiram no sucesso de Kesha através das suas contribuições, Sony Music já gastou mais de $11 milhões promovendo Kesha, e a Sony Music e sua gravadora Kemosabe Records estão empenhados em continuar a promover seu trabalho.

Mais significativamente, o Tribunal notou que múltiplas vezes suas vagas alegações de abuso foram desprovidas de detalhes factuais, e que não havia nenhuma evidência, seja de médicos ou qualquer outra pessoa, para apoiá-las. Significativamente, Kesha nunca declarou qualquer abuso ou suposto estupro a qualquer autoridade da lei, ou mesmo com a Sony Music, e ainda jurou em outra ocasião legal, enquanto acompanhada por sua equipe de advogados, que isso nunca ocorreu. O objetivo dos advogados de Kesha têm sido obter um contrato mais lucrativo através de uma campanha descarada de afirmações ultrajantes que nunca conseguirão ser provadas em um tribunal de direito.

Como Dr. Luke tem dito repetidamente, as alegações contra ele são mentiras que foram avançadas para extorquir dinheiro e uma renegociação de contrato. Kesha e seu advogados tem submetido Dr. Luke e sua família a um julgamento pelo Twitter, usando uma campanha de difamação viciosa para arruinar sua reputação através de ganho financeiro ao não apoiar suas reivindicações. Kesha até à data nunca desmentiu as alegações neste caso ‐ mesmo quando foi dada a oportunidade em seu depoimento. Nem ao menos ofereceu uma explicação credível ao qual motivo ela teria assinado um segundo acordo de gravação, gravado dois álbuns e um EP e assinado um acordo de publicação com Dr. Luke depois de ter sido alegadamente abusada sexualmente. O grupo de Luke ainda irá mostrar que tais incidentes alegados nunca aconteceram.  

Ao mesmo tempo, Dr. Luke, o produtor, resolveu se manifestar ainda ontem (22) no Twitter desmentindo tudo que foi falado por Kesha. Ele afirmou que não estuprou a cantora e que ela está fazendo isso apenas por publicidade e para se livrar de forma mais rápida dos contratos tanto com ele quanto com a Sony.