Dia das mulheres: artistas femininas inspiradoras com grandes atitudes na indústria fonográfica

Em um meio que antes era dominado tipicamente por homens desde os primórdios da antiguidade, as mulheres também assumiram papéis importantes nos mais variados aspectos.

Não só na luta pelos direitos igualitários gerais, como de ter os mesmos salários, as mesmas condições de vida, o mesmo direito de estudar, enfim, ser considerada alguém com influência e algum tipo de status na sociedade, mas também nas artes visuais e no entretenimento, que em sua essência até os dias de hoje, e forma circular, traz uma mescla de como suas figuras e imagens são importantes, tanto para as Cênicas, como para a típica ‘música’. A revolução no segmento não só causou uma abertura de ideias extremamente grande na dominação e aperfeiçoamento da indústria, mas também trouxe maior segurança ao que ouvimos hoje. As mulheres são com toda certeza, uma das peças-chave para o desenvolvimento do mercado, a liberdade de expressão em letras, melodias e nas mais variadas quebras de tabus que paeravam de forma ignorante e distorcida há um bom tempo. É impossível, ou melhor, é improvável analisar, ver, sentir e crer em música sem imaginar como foi essencial o personagem da cultura feminina igualando os gêneros como no Hip-Hop, nos assuntos considerados polêmicos nas últimas décadas do século XX como o homossexualismo, o sexo, que era tratado como algo banal e também a sensualidade, arma de poder delas que durante muito tempo veio sendo condenada vítima do machismo e a falta de um entendimento da mesma forma tanto para homens tanto para mulheres.

A questão hoje é cada dia melhor reverberada: a mulher está conseguindo seu espaço e está sendo reconhecida assim como os homens. Mas lógico, ainda uma grande luta é travada em torno do tema e de bandeiras como o feminismo, corrente que vem ganhando, felizmente, cada vez mais adeptas em todo o planeta.

Nesse especial do Dia das Mulheres, o Portal Famosos Brasil quer incitar o quão foi e é importante a figura feminina em todos esses anos na indústria fonográfica, e como elas revolucionaram e trouxeram à tona uma melhor hegemonia em tantos papéis e assuntos vividos em sociedade. Se a música é uma das melhores formas para mostrar ao mundo sua satisfação, indignação, protesto ou convocação, elas souberam usar isso e muito bem.

Madonna

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É impossível fazer uma pequena retrospectiva sem lembrar de uma das figuras mais imponentes quando se fala em conquistas das mulheres no mercado musical. Madonna é e sempre foi uma das figuras centrais de hegemonia delas na música. Com uma carreira de mais de 3 décadas, a Rainha do POP partiu de vários viéis para expressar o que pensava e sentia em suas canções. Ainda nos anos 80, começou a quebrar tabus em relação ao sexo para as mulheres, emponderá-las e ainda tratar a sexualidade tanto do homem, quanto da mulher como peças chaves para o prazer, colocando para trás a ideia delas como um objeto de desejo, apenas. O lado feminino também incita, também faz acontecer. Ela no topo em ‘Express Yourself‘, a discussão da virgindade em ‘Like A Virgin‘, as polêmicas com a igreja Católica em ‘Like A Prayer‘, o livro ‘SEX‘ tratando o sexo como uma arte e as performances e sensualizações extremas em seus shows queriam quebrar uma ‘casca velha’ que foi se destacando aos poucos junto com o preconceito a o ‘silêncio’ que pairava em outras artistas ou mulheres para falar dos assuntos, até então, ‘proibidos’ de serem abordados nesse meio por conta da vergonha, de uma ‘honra’ que objetificava a mulher e a colocava debaixo das abas do homem, na visão mais arcaica e machista que ainda revigorava-se naquele tempo, e, infelizmente, apesar de toda a luta, ainda persiste em alguns casos.

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Madonna em 80’s, 90’s e atualmente.

A antiga figura do homossexualismo também foi altamente quebrada por Madonna. Já que muitos dos seus fãs são gays, a veterana gostava de brincar com gêneros em seus vídeoclipes, homens de sapatos de salto alto, relações de lesbianismo e ainda a abertura da discussão de gênero também foi incitada pela lenda. Em um mundo errôneo e mais ”poderoso” que hoje que apontava a AIDS como a ‘doença de homossexuais’, apesar dessa visão ainda perdurar nos dias de hoje, ela distribuía camisinhas em suas apresentações e prezava pelo sexo seguro, em mais uma forma de ajudar a comunidade LGBT e também seus direitos, que muitas vezes eram tomados de forma brusca e tratados como uma ‘doença’ de forma desonesta. As artes e suas canções também colocaram à tona o talento de milhares de artistas que foram vistos a partir daquele momento como muito mais que pessoas que ‘vão contra aos padrões da sociedade e sentem atração por pessoas do mesmo sexo’. Um pouco tempo depois, questões públicas são colocadas em jogo. Madonna se revolta, em 2003, com o governo americano e critica a ‘american way of life’ em seu disco com quase o mesmo nome, o ‘American Life’. A canção-título manda um ‘fuck you’ para os Estados Unidos na guerra no Iraque, que vitimou milhões de pessoas inocentes. Foi daí também que a imagem dela saiu extremamente ‘queimada’ por conta do patriotismo dos norte-americanos. Em 2012, Madonna defendeu com unhas e dentes a liberdade de expressão. Com a turnê ‘MDNA‘ n Rússia, ela ‘tomou as dores’ do grupo Pussy Riot e ainda ‘enfrentou’ o governo russo que veta o homossexualidade por lei. Nas redes sociais, principalmente no Instagram, ela também se revoltou com o aplicativo que censurava suas fotos por conta de seios, que nos dias de hoje, ainda são considerados uma nudez explícita em sites deste porte. Por isso e tantos outros importantes feitos, que Madonna é uma artista lendária que lutou de muitas formas pela hegemonia igualitária e também a quebra de preconceitos e atrasos que só fortificavam a injustiça entre os sexos. Assim, ela também inspira ‘discípulas’ que também tentam deixar o mundo melhor para ambos ‘os lados da moeda’.

Beyoncé

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Uma das artistas mais revelantes e importantes da atualidade, Beyoncé não só catapultou ainda mais o domínio da mulher negra no cenário em meio a um preconceito arcaico, além de ser considerada representante de grandes divas que também passaram essa representatividade como Aretha Franklin e Whitney Houston, como também hoje em dia é um dos grandes expoentes do feminismo.

Seu último disco, o lançamento surpresa BEYONCÉ, traz a faixa ‘***Flawless‘, que exalta o poder da mulher e ainda possui um discurso da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Mas, se muitos pensam que o feminismo da estrela fica apenas em alguns versos e linha de suas músicas, está enganado. Beyoncé, assim como Madonna, também é uma grande empreendedora. Tendo várias empresas, com uma administração própria de sua carreira e projetos, além de possuir um dos patrimônios mais valiosos da música, junto com o seu marido, o Jay-Z. Em lados opostos, formando um casal, os carters possuem uma fortuna de mais de 1 bilhão de dólares. A prova viva que o mercado musical funciona muito melhor quando os dois dicotômicos lados se preenchem e formam um só. Hoje em dia, Bey como sinônimo de sensualidade e talento, imagem master de ‘Diva’ e Jay-Z como um importante e bem-sucedido magnata, o novo padrão de igualdade dos sexos é espelhado, em partes, neles, a partir do momento em que ambos tem sua representatividade na mídia de mesma magnitude.

Rappers Femininas

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Pensar em Hip-Hop, basicamente há algumas décadas era ver um mundo dominado por homens do gueto que se enfrentavam e tratavam a mulher apenas como um objeto a ser conseguido, uma espécie de troféu colocado em um pedestal, para no próximo verso, falar sobre relações sexuais como modo de status e poder. Ainda hoje ainda é perceptível o sexismo absoluto nos videoclipes de rappers dos mais variados segmentos. Quanto mais ‘troféus’ (mulheres), dinheiro e correntes de ouro, mais respeitado é esse artista no meio. Felizmente, as mulheres começaram a se destacar nesse meio ainda no final dos anos 90, quando personalidades como Lil’ Kim, Missy Elliot, Da’Brat, as TLC, Eve e outras tomaram hegemonia e transformaram a cultura do Hip-Hop em algo muito maior e menos saturado.

Com letras feministas e dominando um jogo de rimas que era essencialmente feito por homens, as meninas ganharam tanto destaque que se tornaram tão importantes como popstars, sendo até algumas categorizadas como tais. Não é que elas antes eram menos que as grandes estrelas que dominam os charts mais populares. O problema é que a música deste estilo, deixou, em grande parte, de ser tão marginalizada por conta delas e assim ser abraçada pelo mainstream de uma maneira extraordinária. Os gays, que em grande maioria consomem muita música pop, também se sentiram indentificados com o que ouviam vindo delas e assim o Rap passou de ser algo muito mais influente, tanto que hoje, é um dos estilos mais consumidos e aceitos, principalmente nos Estados Unidos. Com o eletrônico bombando no final desta década, o Hip-Hop estava bastante apagado até e mescla com o Pop abrir um segundo tempo e lógico, com as rappers femininas e o retorno do brilho. Nicki Minaj foi e é um dos maiores expoentes que conseguiram revigorar o Hip-Hop o tornando popular novamente para as garotas. A cantora, depois de se estabilizar, voltou em 2014 com um feminismo bastante interessante e colocou os homens em seus ”devidos lugares’ em ‘Lookin’ Ass‘, quando criticou a sexualização exacerbada dos ‘bumbuns’ que são tão falados de uma maneira extremamente grosseira pelos cantores de Hip-Hop em todos esses anos. Esta foi um das partes mais poderosas da hegemonia das mulheres na indústria porque quebrou paradigmas e trouxe reconhecimentos para uma cultura que antes era bastante monopolizada, principalmente quando falamos das partes ‘ácidas’ dos versos, em que, emponderadas, elas também podem falar de festas, diversão, sem serem taxadas como ‘vadias’, como acontecia antes em mais um caso típico de machismo colocando-as na figura de alguém menor e a serviço dos homens.

Shakira

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Uma artista global. É isso que podemos considerar Shakira, uma colombiana que é conhecida nos quatro cantos da terra por além de ser uma fiel ativista de várias causas e bandeiras, é uma das embaixadoras da UNICEF, e inclusive já ganhou vários prêmios pelo seus projetos filantrópicos incluindo um no EMA 2010. A cantora também já foi reconhecida pela ONU e já até recebeu uma medalha da organização por ajudar crianças carentes, sendo nomeada ao reconhecimento da Boa-Vontade da entidade.

Shakira em trabalho voluntário na UNICEF.

Com uma personalidade forte, ela também representa as mulheres em suas faixas, as empondera e mostra também como várias divas da música que elas também podem e muito mais do que isso, faz com que as mesmas se mostrem, sejam quem realmente são, exibam o que fazem de melhor e ainda mostrar que o mundo pode se tornar ainda muito melhor se elas forem à luta a favor dos seus direitos e também na ajuda as pessoas que precisam.

Ainda há alguns anos, mesmo voltando atrás em relação ao casamento, tinha confessado à imprensa que era feminista e que as mulheres tem que lutar diariamente pelos seus direitos, que mesmo com o avanço, citado no começo da matéria, ainda passa por grandes obstáculos, diferente dos homens.

‘Temos que lidar com tantas pressões: a estética, o nosso papel como mães, filhas e esposas.’Vivemos numa sociedade que reprime os sonhos inconscientes das mulheres. É engraçado como os jornais e as revistas querem ver-nos (as estrelas) casados e, depois, querem ver-nos divorciados’

Miley Cyrus

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A menina loira que encantava crianças e adolescentes pelo mundo, foi crescendo, se transformando e construiu uma carreira solo de muito sucesso. A ex-Hannah Montana se esforçou para se livrar de uma imagem de menina da Disney, e para alcançar esse objetivo e apagar sua imagem infantil, Miley resolveu escandalizar os Estados Unidos com sua performance “exótica” no Video Music Awards de 2013.

A cantora foi trocando aos poucos os vestidos longos românticos por umas roupas de alfaiatarias bem decotadas. Adotou um visual platinado de ”joãozinho”, mostrou que realmente não tem medo de mostrar seu corpo e passou a utilizar peças com transparência, decotes e comprimentos curtos. Miley Cyrus veio como uma tempestade nas paradas com os hits “We Can’t Stop” e ”Wrecking Ball”, solidificando as músicas como sucessos do verão junto da sua atitude “não dou a mínima para o que vocês pensam”, atitude essa que fez a cantora perder muitos admiradores com sua transformação.

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Transformação de Miley Cyrus ao longo dos anos.

Diariamente, Miley Cyrus vem sido criticada pelo atrevimento, ousadia e audácia de se expor desta forma, atitude que foi considerada para muitas pessoas como deplorável. No entanto, cabe ressaltar que todo esse atrevimento não requer em apenas chamar atenção e não ser esquecida. As atitudes de Miley englobam muito mais do que apenas insinuações sexuais, drogas e uma aparência punk desgastada.

Miley ensinou que é dona do próprio corpo, e não tem medo de mostrar para as pessoas. Opção sexual, roupas que ela usa, atitudes, gestos obscenos, dança: todos estes assuntos acabam gerando desconforto nas pessoas, principalmente nas mulheres, que sofrem preconceito dos outros por estarem agindo dessa forma. A intérprete de “Adore You” adotou um visual que é muito mais do que “apenas uma vadia no palco”, ela impôs uma imagem contra o machismo e ajuda esclarecer a todas as mulheres que elas são livres para fazer as escolhas que bem entenderem. O atrevimento de Miley Cyrus serve para desmistificar assuntos que geram polêmicas e ainda contam com opiniões preconceituosas.

Miley não está tentando agradar a todos. Gostou? Gostou. Não gostou? O problema é todo seu.

Christina Aguilera

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Christina Aguilera também se consagrou pela luta do direito da mulher e mostrou suas varias faces durante toda sua carreira. Desde 2000, quando lançou seu primeiro disco simplesmente intitulado “Christina Aguilera“, o mundo já sabia que teríamos mais uma verdadeira guerreira pelo direito feminista, uma futura carreira que sem sombra de duvidas só viria a ser completamente ascendente. 10 após se lançar como cantora, Xtina provou o que é ser uma mulher de verdade, não um ser que precisa de um homem para sobreviver, definitivamente não. “Bionic” mostrava pela primeira vez todas as faces de Christina Aguilera, a face de menina, a face de mulher, a face de mãe e a face de lutadora, lutadora aquela que buscava cada vez mais o seu reconhecimento no mundo moderno e com tudo isso conhecemos a Aguilera filantrópica.

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Christina Aguilera ao longo dos anos.

Christina também foi homenageada pela suas contribuições assistenciais na sociedade, ganhando vários prêmios como o GLAAD Media Awards, entregue devido a sua ajuda na comunidade LGBT.

Também ganhou das mãos de Hilary Clinton o Troféu George McGovern Leadership Award sendo a unica artista a receber tal prêmio. Em 2010 foi eleita embaixadora Oficial da ONU, onde visou seus esforços para lutar contra a fome no mundo, movimento até então adepto por Michael Jackson e vários outros artistas. A intérprete de “Lotus” é a prova viva que antes de ser uma artista, ali reside uma mulher, uma mulher que não precisa de hits ou vendagens absurdas, apenas exercer seu papel feminista que luta no dia-a-dia pelo seu direito e pelo direito de todas as suas irmãs de gênero.

Lady Gaga

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Uma das figuras mais emblemáticas dos últimos anos e mais importantes do cenário musical do século XXI, também é figura de um mundo melhor. Desde quando começou a fazer sucesso em 2008.

Lady Gaga sempre se preocupou com os seus fãs gays e os defendeu de todas as maneiras possíveis. Gaga sempre usou sua carreira para promover e levantar a bandeira LGBT. Depois de participar de algumas Prides e discussar a favor dos homossexuais, a cantora lançou ainda em 2011 a faixa ‘Born This Way’, que atingiu #1 instantaneamente na ‘Hot 100’ e foi a única canção até o momento a atingir a posição falando sobre o preconceito de forma explícita, citando. A partir daí, a luta ficou cada vez maior e inspirando cada vez mais jovens, os livrando muitas vezes do suicídio. A luta da Mother Monster vai muito além disso e se complementa com as de outras artistas do segmento que estão e sempre estiveram com os fãs na luta de causas e quebra de tabus em questões sociais.

Mas se você acha que a luta da interprete de “G.U.Y” acaba por ai está enganado. Continuando firme, para diminuir e escrachar a falta de aceitação, Lady Gaga também mostrou-se contra ao abuso sexual sofrido pelas mulheres, idependente da idade e é contra isso que a cantora italo-americana luta na faixa “Till It Happens To You”, cujo qual a cantora fez questão de emprestar sua voz. Música fez parte do documentário “The Hunting Ground”, onde conta a história de dezenas de vítimas de estupro. Stefani nunca esqueceu de como sofria bullyng na escola, escola essa onde chegou até ser jogada na lata de lixo por se considerada “estranha”.

Anos depois como Lady Gaga, ela criou a ‘Born This Way Foundation’, para ajudar fãs e pessoas vítimas de bullying pelo planeta.

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É lógico que existe tantas outras icônicas que contribuíram e muito também tanto para o feminismo tanto para um mundo melhor, e assim, vocês também podem citar nos comentários e interagir com a gente <3

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