#YouTubeIsOverParty: plataforma censura vídeos com conteúdo LGBTQ e causa polêmica

Neste fim de semana, a maior plataforma de vídeos do planeta, o YouTube, se envolveu em uma grande polêmica.

Na atualização feita no chamado “Modo Restrito” de navegação, usado para “censurar” conteúdos considerados para adultos ou “inapropriados”, geralmente voltados para menores de idade que acessam o site gerenciados pelos pais ou responsáveis, várias produções e videoclipes com conteúdo LGBTQ receberam censura, o que foi considerado algo inadmissível pelos usuários da plataforma.

O que o YouTube define como “Modo Restrito”?

“O Modo restrito pode ser usado para ajudar a filtrar conteúdo potencialmente censurável que você não quer ver ou não quer que outras pessoas da sua família vejam enquanto usam o YouTube. Usamos sinalização de comunidade, restrição de idade e outros sinais para identificar e filtrar conteúdo potencialmente inadequado. O Modo restrito está disponível em todos os idiomas, mas a qualidade pode variar de acordo com possíveis particularidades culturais.”

(https://support.google.com/youtube/answer/174084?co=GENIE.Platform%3DDesktop&hl=pt-BR)

 

A controvérsia fica ainda maior sabendo que há alguns meses, o YouTube realizou algumas campanhas conscientizando o público dentro e fora do espaço sobre o movimento e também empoderando os produtores de conteúdo do segmento a continuarem fazendo vídeos que levantem de alguma forma a bandeira.

#YouTubeIsOverParty já está dentre os assuntos mais comentados em todo o mundo, e na música, várias produções – aparentemente “inofensivas” – de artistas pop foram barradas no filtro de conteúdo “inapropriado”.

Nomes como Lady Gaga, Pabllo Vittar, Miley Cyrus, Justin Timberlake, Kesha, Katy Perry e Nicki Minaj apresentam agora boa parte de suas produções ocultas quando qualquer usuário acessar a plataforma no modo restrito.

No Twitter, o assunto está fervendo:

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