WOMEN IN RIO: o dia histórico em que o festival escalou SOMENTE MULHERES para sua programação de shows

Não há dúvidas de que a igualdade de gênero é uma das pautas sociais mais abordadas ao longo dos anos. E não era para menos: mesmo com todos os avanços, direitos e protagonismo de suas próprias narrativas, as mulheres ainda precisam ocupar uma miríade de espaços que ainda são dominadas majoritariamente por homens.

No showbusiness, não é diferente.

Tivemos nessa semana o Dia Internacional da Mulher, data que celebra a existência, a luta e representatividade feminina nos cinco continentes. E foi justamente nesta data tão importante que o Rock In Rio decidiu fazer seu anuncio tão simbólico. Intitulado “Dia Delas”, o dia 11 de setembro contará apenas com performances de artistas femininas em sua lista de atrações. A notícia chamou bastante a nossa atenção para outro fato extremamente muito importante: 11 das 14 atrações do lineup, são cantoras negras.

Dua Lipa

É inegável que ela é uma das healiners mais esperadas do Rock In Rio. Além de ser a MAIOR artista de 2020/21, graças ao seu poderoso e imortal álbum de estúdio, “Future Nostalgia“, o trabalho coleciona mais de sete bilhões de reproduções apenas na plataforma do Spotify.

Em turnê promovendo o disco lançado no começo de 2020, a “Future Nostalgia World Tour“, Dua trará uma belíssimo show inspirado na beleza e nos movimentos do anos 80. A intérprete de “Levitating” encerra com maestria o último dia de shows do Rock In Rio 2022.

Ludmilla

Se Dua Lipa comanda o topo da lista de atrações do Palco Mundo, Ludmilla promete um dos shows mais importantes da sua carreira como a primeira headliner brasileira da história do Palco Sunset. Como a artista negra mais ouvida da América Latina, Ludmilla fecha os trabalhos do Sunset, mas não antes de mostrar ao público todo o seu talento e o porque de ela ter sido escolhida para tal honraria.

Com shows como “Numanice” e “Hello Mundo” em seu currículo, é visível que Ludmilla vai deixar seu nome cravado na história do evento. Vale lembrar que em 2019, com poucos minutos de participação, Ludmilla, como convidada, arrastou uma multidão para o Palco Sunset, deixando outros espaços completamente vazios.

E sem dúvidas esperamos uma recepção amplamente positiva para que na próxima ela esteja brilhando no Palco Mundo.

Megan The Stallion

Ok, temos Dua Lipa dominando o Pop, Ludmilla como representante do funk e agora, Megan Thee Stallion.

A texana vem de uma das terras mais quentes dos EUA trazendo todo o flow do rap feminino para o Palco Mundo do Rock In Rio 2022. A intérprete de “Savage” foi a última confirmada do palco principal de um dos maiores festivais do planeta.

Megan, que é ganhadora de grammys como “Artista Revelação” e “Melhor Canção Rap“, promete agitar o público brasileiro que vem aguardando um show do gênero desde Cardi B, que por motivos pessoais, precisou cancelar sua vinda ao Brasil. Além de engravidar novamente, Cardi está trabalhando duro no sucessor do aclamado “Invasion Of Privacy“, lançado em 2018.

Voltando para Megan, vale lembrar que a artista coleciona hits como “Savage“, “Body“, “WAP” com Cardi, “Thot Shit” e diversas outras faixas que viralizaram em plataformas como o TikTok.

Elza Soares

Seria impossível e até desrespeitoso, criar um lineup tão importante e não celebrar a memória de uma das mulheres mais importantes da história da música brasileira e do mundo. No início de 2022, a nossa ilustríssima Elza Soares nos deixou aos 91 anos.

Sua memória será devidamente honrada em um espetáculo que receberá apenas artistas negros para cantar seus maiores sucessos. Com um grupo extraordinário composto por Alcione, Majur, Agnes Nunes, Caio Prado, Mart’nália, Gaby Amarantos e Larissa Luz, a história e vida de Elza será honrosamente relembrada no Palco Sunset.

Elza marcou o Rock In Rio em 2019: mesmo beirando os 90 anos, ela não perdeu o fôlego e ainda encantou um público mais jovem que por vários minutos ouviram e cantaram com Elza seus clássicos, músicas inéditas e regravações. O peso de seu legado certamente impactou e deverá nos fazer ter arrepios a cada canção interpretada pela nova geração de artistas que tem a estrela como referência sublime de musicista.

Macy Gray

Quem é mais jovem pode não conhecer a voz inconfundível e avassaladora de Macy Gray, mas a musa de 54 anos promete trazer toda a negritude do R&B/Soul, estilo musical de sucesso da década de 40 nos Estados Unidos, imortalizado na história da música por nomes como Ella Fitzgerald, Etta James, Aretha Franklin, Whitney Houston e B.B King.

Em especial, Macy tem uma colaboração com Ariana Grande, a faixa “Leave Me Lonely“, presente no álbum “Dangerous Woman“. Na canção, a artista do Soul/R&B mostra toda sua desenvoltura com timbres fortes e marcantes.

Ivete Sangalo

É impossível falar de Rock In Rio e não lembrar de Ivete Sangalo. A musa do axé sempre é responsável por fazer um show à parte na Cidade do Rock, trazendo seus maiores sucessos como solista e da época integrante da Banda Eva.

Em 2019, Ivete fez um show considerado um dos melhores da noite e, neste ano, abre o último dia de atrações do Palco Mundo. Com certeza teremos mais uma show inesquecível da Mainha.

Rita Ora

Quem acompanha música desde 2012 sabe que Rita Ora foi a aposta certeira de contratação da empresa de Jay Z, a Roc Nation. E de lá para cá, muita coisa aconteceu. A britânica se tornou um dos nomes mais promissores do UK e internacionalizou sua carreira com grandes hits.

Rita, claro, imediatamente conquistou uma legião de seguidores com “How We Do (Party)” e “R.I.P“. Desde então, vem nos entregando projetos como “Phoenix” e o EP “BANG“. Rita será a segunda atração do Palco Mundo. Ansiosos?

Liniker e Luedji Luna

Liniker carrega consigo a bandeira do empoderamento trans, e trará toda a sua black music para a abertura do Palco Sunset no Rock In Rio. E se engana quem acha que a paulista sobe sozinha ao palco. Liniker recebe a soteropolitana Luedji Luna, dona de uma das vozes mais poderosas da Bahia e promete uma união de milhões com seu timbre, ao lado da potência vocal de Liniker.

É ou não é um grande time? A ansiedade já é mais que real.

Ver um grande festival como o Rock In Rio trabalhando na construção e protagonismo de uma história de sucesso para grandes mulheres da música é uma atitude mais que louvável. Sem dúvidas, que essa seja uma iniciativa que perpetua e consiga atingir também outras pautas. Já pensou como seria interessante só artistas negros ou LGBTQIA’s mostrando sua arte para milhares de pessoas e ganhando voz no entretenimento de maneira ainda mais forte? Visibilidade para conscientizar a mostrar a beleza artística pode abrir muitas portas e criar caminhos mais interessantes aos nossos grandes musicistas.

Afinal, depois de uma pandemia em que produção de eventos caiu drasticamente, é mais que importante reanimar os profissionais e fazer desse show um espetáculo.

Fica a dica para os outros festivais brasileiros e mundiais, claro.

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