Um filme por dia não sabia o bem que fazia: The Fall

Adoramos o mundo das artes, seja música, livros,séries, cinema… Não podemos  nem escolher dos quais  gostamos mais, mas com toda certeza bons  filmes são nossa paixão. Por isso diariamente estaremos indicando  um filme, mostrando nossa visão e convidando nossos leitores a embarcar conosco. Nosso primeiro indicado é um filme de ficção-fantasia, que com certeza vai mudar sua forma de ver e ouvir histórias.

The Fall

Direção : Tarsem Singh

Roteiro : Dan Gilroy e Nico Soultanakis

Elenco : Lee Pace, Catinca Untaru, Justine Waddel

Gênero: Aventura, fantasia

SINOPSE: Era uma vez em Los Angeles, em ser mais preciso em um hospital. Uma menina chamada Alexandria está com o braço quebrado começa a criar uma amizade com um jovem dublê que está de cama. A partir dessa relação o jovem duble começa a contar uma história fantástica de cinco heróis que juntam forças para derrubar um governador tirano. Viajando em lugares exóticos e únicos, juntos irão enfrentar exércitos e perigos.

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OPINIÂO –  O que podemos falar desse filme em razões de conhecimento são :  o filme foi rodado em vários países do mundo e inclusive o Brasil; É estrelado por Lee Pace e Catinca Untaru; o diretor do longa é o mesmo de A Cela e do clipe Losing My Religion de R.E.M, o indiano Tarsem Singh; O filme ganhou o premio de Sitges;Um filme que não consegue cumprir sua promessa, mas sim, superar.

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Um filme que exala beleza desde primeira cena até a ultima. Um filme que coloca a fantasia no nível que deve ser tratada, como uma porta para imaginação do espectador para momentos extraordinários. No filme duas estórias são contadas em dois diferentes estilos e, na medida em que avançam, vão se inter-relacionando:

Estória A: num hospital na Los Angeles de 1915 um dublê de cinema chamado Roy Walker (Lee Pace) está internado depois de um acidente em uma cena de queda de um trem do alto de uma ponte. Ele faz amizade com uma menina de quatro anos chamada Alexandria (Catinca Untaru) que quebrou a clavícula enquanto estava colhendo laranjas com seus pais imigrantes romenos. Roy começa a contar uma estória fantástica sobre reis e guerreiros, cativando a menina. Percebemos que tudo é um ardil de Roy para manipular a menina para que roube comprimidos de morfina que ele precisa para cometer suicídio.

Estória B: Na medida em que Roy desenvolve sua narrativa imaginária, ele, a menina e personagens do hospital (a enfermeira, o operador do raio X, pacientes etc.) vão sendo inseridos no conto como personagens ficcionais. A narrativa é um épico de capa e espada onde o Black Bandit (Lee Peace novamente) que com a ajuda de um escravo fugitivo, um místico indiano, um especialista em explosivos italiano e do naturalista Charles Darwin   lutam para salvar sua amada, a princesa Evelyn das garras do maligno governador Odious.

A concepção final do filme é no caso entrelaçada pela menina Alexandria . Ela encontra Roy o homem duplamente em queda, não só pela condição humana de estar em um mundo físico cujo acidente lhe deixou paralítico como alguém dominado pela amargura e ressentimento.Como um homem com tanta amargura e raiva da vida pode ter o brilho da imaginação da criar uma estória tão fantástica? É justamente essa centelha interior esquecida por Roy em queda que Alexandria tentará resgatar ao longo do filme.

É justamente esse elemento de autodivinização gnóstica (a rendenção da queda não advém de um retorno ao temor a Deus, mas do reencontro do amor divina no interior de cada um de nós) que Alexandria procura incentivar em Roy ao fazê-lo contar um final feliz para a estória imaginária que reflita numa redenção da queda na vida real.

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Bom filme!

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