Um filme por dia não sabia o bem que fazia: Se Enlouquecer Não se Apaixone

Como introduzimos ontem, estamos embarcando de cabeça no cinema e diariamente estaremos aqui indicando e resenhando nossos filmes preferidos. Inspirado no livro It’s Kind of a Funny Story, a dica de hoje é o filme “Se Enlouquecer Não se Apaixone”, um drama baseado na vida do adolescente depressivo que se interna em uma clínica para tratar sua saúde mental.

It’s Kind of a Funny Story

Direção: Anna Boden, Ryan Fleck

 Roteiro : Anna Boden, Ryan Fleck

Elenco : Keir Gilchrist, Zach Galifianakis e Emma Roberts

 Gênero: Comédia-drama

Sinopse:

Neste drama-comédia situado na cidade de Nova York (baseado no romance de Ned VizziniIt’s Kind of a Funny Story), Craig, um menino de 16 anos (Keir Gilchrist), estressado com as demandas de ser um adolescente e por causa de sérios problemas escolares e emocionais, se interna em uma clínica psiquiátrica. Lá ele descobre que a ala dos menores está fechada — e se encontra preso na enfermaria adulta. Craig passa a conviver com adultos que possuem diversificados problemas mentais — incluindo Bobby (Zach Galifianakis) o qual se torna mentor de Craig durante sua estadia na clínica —, e se apaixona por uma moça um tanto desequilibrada, da mesma idade, chamada Noelle (Emma Roberts).

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Opinião:  O interessante no filme é a forma como ele é narrado, mostrando uma visão das pressões que tantos jovens quanto adultos têm que lidar diariamente. O caso de Craig é de depressão; sua família o ama, mas acaba por exercer certa pressão para que ele seja um ótimo aluno e tenha uma ótima carreira profissional – o que torna Craig um personagem cativante é o fato de não se vitimizar. Outro fator em sua vida é a paixão reprimida por uma garota de sua escola que namora seu melhor amigo, o qual na visão dele é perfeito em tudo o que faz, fazendo com que ele não consiga competir para conquistá-la.

Não se  engane pelo título “com cara de sessão da tarde”: o tom piegas foi uma tentativa de chamar a atenção para a participação do ator Zach Galifianakis  de “Se Beber Não Case“. Apesar da pouca idade dos personagens, o filme é um bom drama, conduzido com leveza, pequenas doses de humor e que aborda muito bem problemas enfrentados muitos adolescentes com um tom sutil e despretensioso. Ainda assim, o filme nos leva a algumas discretas reflexões, como o fato de que uma vida aparentemente perfeita não implica necessariamente em felicidade, além de tratar da difícil transição da vida infantil para a adulta. A depressão tem caráter epidêmico e por diversas vezes seus sintomas são ignorados ou confundidos, principalmente quando se trata de adolescentes, por isto nunca é demais explorar estas questões.

O filme acaba se focando nas pressões que todos vivem e investindo nisso. Bobby, por exemplo, não consegue ajeitar a sua vida e seguir em frente para assim poder viver com sua filha de oito anos. O filme é de uma grande sensibilidade,apresentando uma visão bem simples deste problema subjugado pela maioria das pessoas que é a depressão.O ponto chave talvez seja o fato de Se Enlouquecer, Não se Apaixone não apresentar um final mágico e maravilhoso que todos esperam. Sim, Craig fica bem, entretanto, nem todos os seus problemas são resolvidos, o que é demonstrado no término do filme.

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Uma atenção especial  para a dupla de protagonistas que tem uma química interessante e dão origem a um romance bastante espontâneo, e também para a carismática participação de Zach Galifianakis.

 

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