Um filme por dia não sabia o bem que fazia: As Vantagens de Ser Invisível

E cá estamos nós de novo, e hoje é um dos queridinhos do cinema “teen”.

As Vantagens de Ser Invisível

Direção – Stephen Chbosky
Roteiro – Stephen Chbosky, com base no livro de sua autoria The Perks Of Being Wallflower
Produção –John Malkovitch, Russell Smith e Gillian Brown
Elenco – Logan Lerman (Charlie), Emma Watson (Sam), Ezra Miller (Patrick), Dylan McDermott (Pai de Charlie), Kate Walsh (Mãe), Johnny Simmons (Brad), Paul Rudd (sr. Anderson), Erin Willelmi (Alice), Reece Thompson (Craig), Melanie Linskey (Tia Helen).

SINOPSE: Uma história engraçada e comovente sobre o amadurecimento. ‘As Vantagens de Ser Invisível’ é um clássico moderno que capta os estonteantes altos e os esmagadores baixos de se crescer. É uma história comovente de amor, perda, medo e esperança — e os amigos inesquecíveis que nos ajudam ao longo da vida.

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OPINIÃO: Ao início da narrativa, feita pelo próprio Charlie, ele se mostra, além de traumatizado pelo suicídio recente de seu único amigo, Michael (Owen Campbell), também apreensivo por ter de enfrentar o sempre tumultuado e violento ambiente da escola secundária americana, já abordado em inúmeros filmes. Mas sobre isso ele não se abre com os pais (Dylan McDermott e Kate Walsh) por receio de não ser por eles compreendido. Sua confidente era a tia Helen (Melanie Lynskey), que morrera alguns meses atrás, num acidente de carro.
O isolamento a que se entrega Charlie, na escola, em relação aos colegas, é suprido por sua dedicação à leitura de algumas das mais importantes obras literárias de seu país – há referências a diversos escritores -, no que é incentivado pelo professor de inglês, sr. Anderson (Paul Rudd), que lhe empresta vários livros. Logo, porém, ele trava conhecimento com os veteranos alunos – Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller) -, irmãos tortos, já que, segundo ela explica: – minha mãe deixou o meu inútil pai e se juntou ao dele!… Os dois, que se entendem muito bem, tratam de introduzir Charlie no seu círculo de amizades, em meio ao qual ele logo se ambienta. Mas também, aos poucos, Charlie cai de amores por Sam, que é namorada de Craig (Reece Thompson), inveterado mulherengo. Ao saber que Sam não vai bem nos estudos, até ameaçada de perder o último ano do curso e por conseguinte, não poder ingressar na universidade, Charlie se prontifica a ajudá-la a se preparar para os exames finais, o que serve para intensificar o seu sentimento por ela, que, entretanto, o desilude de seu propósito.
Sem se dar por vencido – e ante a paralela revelação de que Patrick tem secreta ligação com um de seus amigos, Brad (Johnny Simmons) -, Charlie se rende aos apelos da endinheirada Alice (Erin Wilhelmi), a qual apresenta aos pais, como sua namorada, nas devidas honras de estilo.
AS ATUAÇÕES: Emma Watson, sem o sotaque britânico, deixa de lado a inteligente Hermione e aceita a ajuda de Charlie para estudar. A sua atuação convence, rica de nuanças embora o papel de Sam não seja tão exigente como os de Charlie e Patrick.

Logan Lerman tem aqui o seu primeiro grande desafio, e consegue superá-lo extraordinariamente bem. Parece que o tempo que passou sozinho para entrar melhor na mente do personagem deu certo… Ele consegue transmitir-nos de forma credível toda a ingenuidade de Charlie. É simplesmente delicioso ver a evolução do personagem da forma que Logan o retrata.E não era um papel nada fácil, mas ele o faz parecer simples.

Mas a verdadeira atuação, aquela que deixa qualquer um de queixo caído, é a de Ezra Miller.O exagero inerente à personagem de Patrick parece tão natural nesta sua interpretação que arriscamos  dizer que é a melhor coisa do filme, e  com certeza nos manteremos atentos pois ele vai longe.E olhem  que a descrição no livro criam expectativas muito elevadas quanto a Patrick.

O filme levanta temas como amizade, depressão, paixão, orientação sexual e futuro com sutileza. O feito é obtido devido ao gosto apurado de Stephen Chbosky para as escolhas. A escalação dos jovens  não poderia ser mais impecável e a nostalgia invade a tela através da seleção de músicas como “Asleep” (“The Smiths”), “Heroes” (David Bowie)- A melhor cena do filme, quando eles entram no túnel – e “Temptation” (“New Order”), que traduzem os tormentos internos de Charlie. Imperdível, inclusive para o público que já passou por esta fase tão conturbada da existência humana.

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