Todo desconstruído para a PAPER Magazine, Bad Bunny fala sobre preconceito com seu estilo e sua relação com a comunidade LGBTQ+

Bad Bunny é uma grande exceção no meio super machista do trap. O porto-riquenho nunca escondeu sua excentricidade, adora pintar as unhas e usar roupas bastante chamativas. Seu cabelo já foi das mais diversas cores e ele não tem medo de ser taxado de afeminado. Afinal, ele é um dos artistas latinos mais bem-sucedidos dos últimos anos e ele jamais irá mudar seu jeito por imposições alheias.

O cantor está na capa da PAPER Magazine de junho e, como é de costume da revista, foi realizado um photoshoot super conceitual.

O trapper de 25 anos disse que gosta de vestir roupas excêntricas justamente para chamar atenção: “Então quando eu apareço em algum lugar, as pessoas podem me identificar – não só porque agora eu sou famoso, mas sempre. Tipo, ‘Olha, Benito está aqui”.

Bunny vem recebendo vários comentários maldosos, sobre questões de masculinidade e sua sexualidade. Felizmente, ele prefere ignorar.

“Não estou dizendo às pessoas. ‘Ei, pinte suas unhas ou colore o cabelo, faça isso ou faça isso’. Eu simplesmente estou dizendo… o que o faz feliz e para nunca se limitar… só seja você mesmo e esteja feliz com isso. E também não critique ou julgue ou não goste de algo, isso não significa que todo mundo tem que compartilhar da sua opinião. É sobre: respeito. É muito básico.”

Bad Bunny também comentou o motivo que sua música é tão bem recebido por jovens homossexuais.

“É uma mensagem de respeito, de liberdade. Eu acho que eles se sentem confortáveis, e eles se sentem, eu não sei, tipo uma parte do que estou fazendo. Eles não se se sentem excluídos do grupo, mas em vez de, tipo, ‘Nós somos queridos aqui; nós podemos ser nós mesmos aqui.”

O porto-riquenho ainda falou das mensagens que sua música passa. Em “Solo de Mi”, ele condenava a violência contra as mulheres, tão frequente em seu país natal.

“Estou deixando as pessoas saberem que há outro jeito que talvez não exista, ou que não foi desenvolvido. Não é sobre mudar o que já está estabelecido, ou, mas em vez disso abrir portas para outras mensagens”.

Confira o photoshoot:

 

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