As redes do Rock in Rio e do The Town (@rockinrio e @thetownfestival) recebem hoje o segundo episódio da série ‘Potências da Floresta’ – produzida em parceria com a plataforma Amazônia Vox. O conteúdo dá visibilidade aos trabalhos realizados pelas seis iniciativas beneficiadas pelo edital de R$ 2 milhões do movimento “Amazônia Live – Hoje e Sempre”, que tem patrocínio principal da Vale. Desta vez, o público poderá conhecer os quintais agroecológicos sustentáveis, do Instituto Amigos da Floresta Amazônica (Asflora), implementados nas casas de mulheres ribeirinhas da Ilha de Cotijuba, em Belém, no Pará.
O trabalho tem como objetivo contribuir com a conservação do meio ambiente e garantir segurança alimentar para grupo de famílias atendidas pelo projeto, ao mesmo tempo em que gera renda e promove o empoderamento feminino. Os quintais, antes desocupados, tornam-se espaços produtivos com técnicas de agroecologia que promovem harmonia entre a produção de alimentos e a preservação da natureza, valorizando o conhecimento e a biodiversidade locais – com plantio de cacau, o açaí e cupuaçu, entre outras árvores nativas da região.
O Asflora já atua nas comunidades locais desde 2022, mas este ano o projeto de quintais agroflorestais ganhou vida, com foco em quatro comunidades: Pedra Branca, Seringal, Poção e Vai Quem Quer. “A proposta surgiu com o desejo de fortalecer o papel das mulheres na produção agroecológica, promovendo o plantio e a preservação de quintais por meio da implantação de sistemas agroflorestais. Mais do que plantar, o projeto busca mostrar que é possível gerar renda com a agricultura de forma sustentável, mantendo a floresta em pé e fortalecendo a autonomia das mulheres envolvidas”, explica Josiane Mattos, diretora social e de comunicação do Instituto.
Além dos plantios, o projeto realiza oficinas e formações práticas em temas como produção de mudas, agrofloresta, gestão financeira, criação de animais (como abelhas sem ferrão e frangos), gestão de resíduos sólidos e educação ambiental. Uma ação importante tem sido o apoio com a compra de hortaliças produzidas por essas mulheres, como forma de incentivar a geração de renda desde o início.
“Hoje, 10 famílias são diretamente beneficiadas pelo projeto. Foi graças ao edital que conseguimos estruturar as ações, comprar insumos, mudas, materiais e unir as comunidades e reforçar o propósito de cuidar da terra, além gerar renda e preservar as áreas plantadas na ilha – que hoje tem uma problemática imensa em relação ao desmatamento constante por novos moradores”, conclui Mattos.