Rihanna assume posição ética e se desculpa publicamente após ter usado narrativa sagrada na cultura mulçumana

Rihanna se envolveu em uma polêmica na última semana, após ter utilizado um remix de uma faixa em seu mais recente desfile o “Savage Fenty Show Vol. 2”, o que ninguém esperava era que a tal canção continha leis e narrativas do Hádice, livro sobre a vida do profeta Maomé, figura altamente reverenciada na cultura mulçumana, além de ser considerado altamente sagrado para o povo do oriente médio.

Na verdade, o sample da faixa foi produzida e lançada em 2016 pela produtora britânica Coucou Choloe e foi intitulada de “Doom”. A faixa remixada reúne diversas passagens do livro Hádice e sem saber que a faixa já causava polêmica entre os adeptos da religião, Rihanna disponibilizou a canção como uma das músicas rpesentes em seu desfile e foi atacada da internet por apropriação cultural e falta de respeito com o povo mulçumano, já que as narrativas são consideradas sagradas.

Sabendo da falha, Rihanna prontamente se posicionou em seu Instagram e se desculpou com todos que se sentiram ofendidos pela falta de cuidado da cantora com a cultura, confira o posicionamento de Rihanna:

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Eu gostaria de agradecer a comunidade mulçumana por pontuar uma grande ação que não teve intenção nenhuma de ser ofensiva no nosso show “Savage Fenty”. Eu quero muito pedir desculpas a vocês por isso, e honestamente por essa falta cuidado. Nós entendemos que isso machucou muito dos nossos irmãos e irmãs mulçumanos.

Eu estou incrivelmente desanimada com esse episódio! Eu jamais quis reproduzir nenhum tipo de desrespeito contra Deus ou qualquer outra religião quando usei essa música no nosso projeto e isso foi completamente irresponsável. Vamos seguir em frente e eu vou me certificar que isso jamais aconteça novamente. Obrigado pelo perdão de vocês e compreensão, Rih.”

Rihanna assumiu uma posição bem ética de se desculpar com o público mulçumano, ação bem diferente de diversas marcas que acabam tentando esconder e diminuir casos de racismo e xenofobia.