Pitchfork detona “You Need To Calm Down”, de Taylor Swift: “É uma sobremesa medíocre”

Nesta sexta-feira (14), o site estadunidense Pitchfork,  que se dedica à veiculação de análises e críticas a conteúdos voltados para música, divulgou suas impressões a respeito do novo single de Taylor Swift, “You Need To Calm Down“.

Logo no início do artigo, a publicação deixa claro que a nova aposta da cantora não agradou: “É muito, muito ruim“.

http://5jc.0a9.myftpupload.com/saiu-ouca-you-need-to-calm-down-o-mais-novo-single-da-taylor-swift/

Ao longo do review, o veículo apelida a cantora de “Bruxa Boa do Sul“, uma referência a “O Mágico de Oz“, e aponta o single de “Lover” como seu mais recente decreto, que soa como um apelo inútil em meio a tudo que há de ruim nas redes sociais.

Ao comparar o novo trabalho com a temática do álbum “reputation“, lançado em 2017, o Pitchfork insinua que, diante do que sabemos sobre a nova fase da intérprete, era de se esperar um “hino antibullying” como esse. Para o veículo, a faixa é bem-intencionada, já que contém clichês como “mate-os com bondade” e coisas do tipo. No entanto, a cantora foge de algo mais diferenciado, adotando a linguagem utilizada na internet para combater os haters virtuais.

Nas linhas seguintes, o texto enfatiza o esforço de Taylor para “afastar os inimigos” e demonstrar resiliência. De acordo com a publicação, Swift não revela nenhuma das incertezas e vulnerabilidades que antes estavam no coração de suas composições.

http://5jc.0a9.myftpupload.com/reputation-e-lover-como-os-contrastes-de-taylor-swift-vao-muito-alem-das-cores/

Ao seguir adiante na análise, o veículo proclama a segunda parte da canção como a prova de que a artista é uma aliada da “comunidade gay”, o que merece reconhecimento. Entretanto, há muitas críticas sobre a forma escolhida pela cantora para concretizar tal ato:

“‘Para que ficar nervoso, quando você pode ficar contente?’ ela canta, citando a organização LGBTQ [GLAAD, na versão original da faixa] e, ao mesmo tempo, repetindo um slogan da Tupperware [‘Não fique nervoso, fique contente’]. Além disso, ao dizer ‘shade nunca fez ninguém ser menos gay’, ela adota uma gíria de origem queer negra com a intenção de criar um momento ‘fim de discussão’, mas acaba soando como mais uma empresa que se mostra ‘a favor da causa’ durante o mês do Orgulho”.

Por fim, o artigo ainda ressalta que tudo isso, junto a um gancho musical feito de vogais, faz com que a música seja desconcertante e decepcionante ao mesmo tempo.

“A música é um cupcake chique de unicórnio: um confeito fofo feito para lhe distrair do fato de que se trata de uma sobremesa medíocre”.

Você concorda com o que foi dito pelo Pitchfork?

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