O novo álbum de Kesha, “. (Period)”, marca um ponto de virada significativo em sua carreira, sendo o primeiro lançamento desde sua independência de gravadoras anteriores e o desfecho de longas batalhas legais. Lançado em 4 de julho, a data simboliza a liberdade artística que a cantora abraça neste seu sexto trabalho de estúdio. O álbum, predominantemente no estilo hyperpop, explora a essência da “party girl” que a tornou famosa, mas com uma maturidade e uma sensação de libertação evidentes em suas 11 faixas, incluindo o single “Joyride”.
A recepção da crítica tem sido majoritariamente positiva, com publicações como Rolling Stone e The Guardian concedendo ao álbum 4 estrelas. Muitos críticos elogiam a capacidade de Kesha de revisitar suas raízes pop com uma energia renovada, combinando ousadia e vulnerabilidade. A revista NME, que avaliou com 3 estrelas, destacou que, apesar de seus desafios pessoais, a música de Kesha nunca pareceu comprometida, e sua voz permaneceu autêntica, celebrando o álbum como uma combinação clássica de atitude, sensualidade e espiritualidade.
No entanto, a recepção não foi unânime em todos os aspectos. Algumas análises apontam para uma certa inconsistência na coesão do álbum ou para faixas que podem soar datadas, como mencionado pela Beats Per Minute e Paste Magazine. Há quem sinta que, apesar da promessa de total liberdade criativa, algumas músicas não exploram novos horizontes musicais na medida esperada, ou que a produção em certas faixas poderia ser mais refinada. Metacritic registrou uma pontuação de 73/100 com base em várias avaliações, indicando uma aceitação geral favorável, mas com nuances.
Em suma, “. (Period)” é amplamente visto como uma declaração de independência e um retorno vibrante de Kesha à sua forma mais desinibida e experimental. O álbum reflete sua jornada pessoal de superação e autodescoberta, consolidando sua posição como uma artista que, apesar das adversidades, continua a inovar e a se expressar de forma autêntica, deixando sua marca no cenário pop com um trabalho que ressoa tanto com a nostalgia de seus sucessos anteriores quanto com a promessa de um futuro livre e criativo.