Mais de 90% dos artistas indicados ao Grammy nos últimos cinco anos são homens, revela pesquisa

A maior premiação da música mundial também coleciona polêmicas no quesito representatividade.

Ano a ano com a lista de indicados e vencedores na cerimônia, muito se questiona sobre as preferências da academia e também problematizações acerca de racismo, machismo e outros tipos de opressões ao trabalho de milhares de musicistas que submetem seus projetos na esperança de serem reconhecidos com a credibilidade e o brilho de receber um gramofone de ouro.

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Lady Gaga e Mark Ronson em estúdio trabalhando no álbum Joanne. Documentário Gaga: Five Foot Two/Netflix

 

Pensando nisso, uma pesquisa realizada pela Professora Dra. Stacy Smith da USC (Universidade de comunicação do Sul da Califórnia) revelou que 90% de todas as indicações desde 2013 (os últimos cinco anos) foram para homens: das 899 pessoas indicadas, apenas 9,3% eram mulheres. A maioria das artistas femininas foram indicadas no quesito Revelação do Ano e Música do Ano.

Nenhuma mulher obteve indicações para Produção do Ano, por exemplo, nos últimos seis anos. Stacy é bastante conhecida por seus estudos com representação feminina no entretenimento: filmes, música e televisão.

Nas paradas da Billboard, por exemplo, ela denotou com 83,2% dos artistas selecionados como portadores das 100 melhores canções do ano pela parada de charts em 2017 eram homens, e a dissiparidade continua também em anos como 2016 (28,1%) e 2012 (22,7%).

Smith ainda concluiu que das 600 músicas pesquisadas, apenas 12,3% eram de mulheres quando falamos em créditos de composição. Todas as análises de chart tem como base o período de seis anos de estudo.

No quesito mulheres na produção o número é bem menor: das 300 melhores faixas dos últimos três anos eleitas pela Billboard, apenas 2% de todas as músicas foram produzidas por mulheres, na proporção de 49,1 produtores homens para apenas 1 mulher.