Luísa Sonza deu o primeiro passo oficial rumo ao seu quinto álbum de estúdio, identificado provisoriamente como #LS5, ao compartilhar prévias de cinco faixas inéditas no último domingo (1º). O anúncio foi acompanhado por um desabafo introspectivo nas redes sociais, no qual a artista reflete sobre as transformações pessoais e o amadurecimento que enfrentou desde o lançamento de Escândalo Íntimo (2023). O novo projeto promete uma sonoridade que mistura português e inglês, reafirmando o desejo da gaúcha de consolidar sua carreira no mercado internacional.
A produção do disco evidencia uma ambição global, contando com a colaboração de nomes de peso como o produtor norte-americano Roy Lenzo — conhecido por hits de Lil Nas X — e o compositor colombiano Vibarco, parceiro frequente de artistas como Maluma e da dupla argentina Ca7riel & Paco Amoroso. Esse movimento de internacionalização ocorre em um momento estratégico, já que Luísa está confirmada no line-up do festival Coachella 2026, onde deve apresentar o novo repertório ao lado de grandes estrelas mundiais.
Embora a data de lançamento do #LS5 ainda permaneça em segredo, o álbum sucede o recente e elogiado Bossa Sempre Nova, lançado em janeiro de 2026. Nesse trabalho anterior, Sonza explorou um lado mais acústico e sofisticado em parcerias com lendas como Roberto Menescal e Toquinho. Agora, com o novo disco pop, a expectativa é que ela retorne a uma estética experimental e ousada, abordando temas da vida adulta e as complexidades da fama sob uma nova perspectiva artística.
Confira o texto completo da cantora:
Mais um álbum que vem pra seguir contando minha história na música. O que eu tô sentindo? Medo. Muito medo. Medo porque, após o Escândalo Íntimo e os escândalos íntimos que viraram minha vida de cabeça pra baixo, me mudaram quase que por inteiro. Eu não consigo mentir, até tentei esconder, mas não sou a mesma de antes e acho que nunca serei. Primeiro porque não acredito mais nas coisas como um dia acreditei. E por segundo, porque não quero voltar. Eu não sou a mesma de antes e nem nunca mais quero ser. Mesmo assim, me orgulho do que um dia fui e de tudo que consegui fazer. Eu segui em frente, porque é isso que a vida pede. É isso que o tempo me obriga a fazer. Às vezes sinto que o tempo me odeia. Eu poderia morrer agora e a vida seguiria. Eu já morri e a vida seguiu. Hora de trabalhar. Pelo menos pedi desculpas e desculpei, vivi, chorei e fiz chorar.
Nesse próximo álbum, eu falo principalmente das coisas que sobram nessa fase da vida adulta. Me sinto muito desacreditada do mundo, mas não me importo porque com o tempo a gente entende que nada importa. Também me sinto mais calma e mais consciente. Tenho meus vícios, gosto de sexo, bebida, fumo às vezes, mas pouco, por conta da voz, e também não gosto do gosto que fica na boca. Não sou legal com muita gente, mas sou a melhor pessoa do mundo pra outras. Tento ser boa, mas às vezes sinto que a vida me implora pra ser ruim. Tenho minhas questões com a culpa cristã e nasci fruto de uma traição, quase que a igreja não me batiza. Tenham piedade de nós!
Enfim… todos nós caímos do céu em algum momento. Quem somos nós pra julgar? A vida é assim, meio bruta mesmo, mas não deixa de ser um paraíso.