Kylie Cosmetics é acusada de condutas abusivas e negligenciar pagamentos aos seus funcionários

Kylie Cosmetics é acusada de condutas abusivas e negligenciar pagamentos aos seus funcionários

Muito antes do nome de Kylie se tornar Kylie Cosmetics, ela havia lançado em 2015 seu kit para lábios. No começo, apesar do produto levar seu nome, a empresa responsável pela produção era terceirizada, a Spatz Laboratories, localizada em Oxnard na Califórnia.

Porém, nesses últimos dias, uma ex-funcionária da Spatz Laboratories, Irene Lopez, através do portal “The Sun U.S.” revelou os maus tratos psicológicos e físicos ao trabalhar para a fábrica, na linha de montagem em 2016.

Segundo Irene (ex-funcionária), apesar de ser uma empresa terceirizada, Kylie e sua mãe Kris Jenner sempre estavam lá para observar todos os processos. O que indignou muito mais a ex-funcionária, já que elas viam de perto as péssimas condições de trabalho.

“Antes que elas entrassem, nossos supervisões diziam: Vocês não tem permissão para falar com elas, vocês devem continuar trabalhando, você não tem permissão para tirar fotos ou fazer perguntas” e, ainda acrescentou “Tínhamos que ficar quietas e continuar trabalhando. Elas apareciam e apenas nos observavam nas máquinas ou enchendo tubos de maquiagem. Elas não falavam conosco”.

Irene afirma que se sentiu desgastada emocionalmente e fisicamente, já que os funcionários deviam cumprir uma meta de mil a mil e duzentos produtos por dia. A mesma também afirma abuso de autoridade dos supervisores, visto que se não fosse do agrado do fabricante, todos os cosméticos feito eram jogados no lixo, forçando todos os funcionários a recomeçar o trabalho, precisando de ajuda de colegas para evitar a demissão.

Outra queixa foi a falta de treinamento e paciência para ensinarem os processos da fabricação dos cosméticos. “Cinco minutos foi o tempo do meu treinamento e, quando você fazia perguntas, parecia que era uma pergunta estúpida. Como você vai aprender se não fizer perguntas?”, questionou Irene.

Martha, outra ex-funcionária que também se pronunciou ao “The Sun U.S.”, alegando que se sentiu ameaçada pelos seus supervisores, pois se elas não concluíssem o trabalho, eram ameaçadas de serem demitidas, o que é normal pra uma empresa, você não fez, você não recebe, porém além das condições serem desumanas, trabalhando cerca de 12 horas por dia em pé, recebiam apenas um salário mínimo.

“Fazendo todo aquele trabalho manual, tenho problemas em que minhas mãos estalam e a dor vai da mão ao cotovelo. Eu ainda tenho essa dor. Eu os culpo!”, explicou Martha.

Irene ainda acrescentou ao “The Sun U.S.” que duas vezes por mês elas eram obrigadas a trabalhar nos fins de semana. Sendo uma mãe solo, ao tentar explicar que ela havia sido contratada através de uma agência de empregos e que aos finais de semana creches não funcionam, a empresa dizia que ou elas encontravam alguém pra cuidar de seus filhos ou perderiam o emprego. “Foi difícil porque eles esperavam que você fizesse todas essas horas por um trabalho de salário mínimo, o que eu não achei justo.”, justificou.

O debate em torno dessas declarações de anos atrás é sobre Kylie e Kris Jenner saberem ou não das condições que os funcionários enfrentavam na fabricação, já que ambas supervisionavam toda produção. É dito também que apesar delas sempre terem feito suas visitas, elas não instruíam em nada os funcionários.

Vale ressaltar que ano passado Kylie e sua irmã Kedall Jenner foram acusadas por funcionários através das redes sociais, que a marca de grife “Kendall+Kylie” não estava efetuando pagamento em época de pandemia.

E vocês, o que acham? Kylie realmente está passando pano para toda essa crise ou ela não tem parcela de culpa já que parte da fabricação de seus produtos são terceirizados?

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