Interpretando mulheres de fibra em todos seus trabalhos recentes, Maria Casadevall fala sobre o longa-metragem “Garota da Moto”, disponível no Prime Video!

Destacando-se por sua atuação e deixando notória que a escolha de suas personagens não é ao acaso, Maria Casadevall está com seu mais novo trabalho, o longa-metragem “Garota da Moto”, disponível na Amazon Prime Video! O filme estreou nos cinemas em setembro e foi seu último trabalho lançado, mas não o último rodado, afinal, a atriz acaba de encerrar as gravações da série “Rio Connection”, produção inteiramente em inglês da Globo em parceria com a Sony. 

Nesse momento, Maria pode ser vista também nas plataformas de streaming Netflix e Globoplay, com as séries “Coisa Mais Linda” e “Ilha de Ferro”, respectivamente. Ambas ultrapassaram as fronteiras do nosso país e geraram repercussão positiva em todo o mundo, prova disso, foi a primeira ter figurado o ranking da respeitada revista estadunidense Variety, na lista das 30 melhores produções da Netflix, e a segunda, por sua vez, saiu na mesma publicação entre as melhores séries internacionais no seu ano de lançamento.

Em “Garota da Moto”, a artista vive Joana, uma jovem mãe que trabalha como motogirl e descobre acidentalmente uma fábrica em que mulheres refugiadas são exploradas como escravas. A história promete reflexões sobre a necessidade de não nos calarmos ao nos depararmos com situações de injustiça, e isso conversa com o caminho e escolhas de Maria, que é conhecida também por não deixar de se posicionar em assuntos que julga importantes para o coletivo. Confira a entrevista exclusiva!

Você está na Amazon Prime com o filme “Garota da Moto”, que estreou esse ano nos cinemas. A história se desenrola após a Joana, sua personagem, se deparar com uma fábrica em que mulheres são escravizadas. Acha que o longa passa uma mensagem de não nos calarmos frente às injustiças?

O Filme é sem dúvida um filme de ação e entretenimento, mas é possível sim identificar nele outras camadas que vão mais além, como a analogia com o apocalipse de nossos tempos, e a pergunta que está na boca de Joana: ‘eu não consigo ver uma injustiça acontecer, saber que posso fazer alguma coisa, e não fazer nada’ essa provocação nos faz pensar sobre o que estamos fingindo não ver, e quais são as ferramentas de luta que temos. Joana, mulher, mãe solo e trabalhadora autônoma em situação de vulnerabilidade econômica, combate a injustiça com seu próprio corpo através da luta marcial, sua ferramenta. E cada um e cada uma de nós, quais são as ferramentas que temos?

Como foi a construção da Joana?  Qual foi o maior desafio de interpretá-la?

Um dos maiores desafios foi o período das preparações físicas, com as coreografias de luta, depois o processo de humanização dessas coreografias trazendo a personalidade dela para as lutas, suas artimanhas e inteligências corporais, mas também a responsabilidade em assumir uma personagem que já havia sido interpretada antes por outra atriz e que carrega em si contornos arquetípicos da mulher batalhadora, mãe solo que esquece de si para cuidar do outro. 

Sua personagem representa também mulheres que trabalham arduamente para sustentar seus filhos. Teve alguma inspiração?

Me inspirei em mulheres comuns do dia a dia, trabalhadoras, mães solos, mulheres que conheço e que observo ao meu redor na vida.

Levando em conta a escolha de seus últimos trabalhos, todas as tramas mostram personagens fortes e abordam questões importantes a serem debatidas. Como você escolhe os projetos? Tem algum critério específico?

A partir de um lugar de privilégio que é a escolha, meu critério está baseado na consciência sobre a importância do audiovisual na cultura em que vivemos para a construção de narrativas, que atribuem visibilidade e valor para formas de existir. Portanto procuro estar em projetos comprometidos com a diversidade das narrativas, representatividade/equidade em frente e atrás das câmeras. Em termos de personagem me interesso pelas que têm espaço para desejar ativamente, para verbalizar suas ideias, ocupar espaços de poder (seja social, espiritual, político, individual ou coletivo), personagens que tenham seu arco dramático bem desenvolvido independente de qualquer relação que possa ou não estabelecer afetivamente com um homem, ou seja, mulheres que ocupem no roteiro sua condição de sujeito (aquele/aquela que tem sua perspectiva preservada, que deseja) e não de objeto (aquele/aquela que é passivamente alvo do desejar alheio)

Este ano você também esteve na Globo com “Ilha de Ferro”, que fala da privatização do petróleo e mostra o preconceito na profissão, e também tem a série “Coisa Mais Linda” na Netflix, que entre diversos assuntos fala sobre feminicídio. Na sua opinião, qual a importância da arte em tocar assuntos que precisam ser discutidos?

Trazer visibilidade para assuntos e questões urgentes, humanizando e atribuindo valor para a diversidade das existências.

Tem trabalhos previstos para 2022? 

Sim, a segunda temporada da série Ilha de Ferro e a série Rio Connection, uma parceria entre a Globo e a Sony, que já está filmada e, muito provavelmente, estreará já neste ano de 2022.

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