Fran, Bibi Caetano e Carlos do Complexo lançam “Visceral”

“Visceral” . Talvez não exista título melhor para o novo single e para este encontro entre Fran, Bibi Caetano e Carlos do Complexo. A mistura, a letra, as vozes, os arranjos, tudo parece soar íntimo e profundo desde os primeiros acordes. A faixa já está disponível em todas as plataformas através da Redley Records, em parceria com a Blacktape e curadoria da MangoLab. Um  filme dirigido por Pedro Alvarenga acompanha o lançamento. 

Nas cenas, rodadas em Caraíva, na Bahia, ficção científica e cenários paradisíacos se misturam a personagens da vida real. Diferentes linguagens cinematográficas são utilizadas trazendo complexidade e ainda mais sentimentos para o clipe. 

A canção nasceu em meio a um processo de separação durante a pandemia. Os versos trazem muito sobre transcendência, laços e ruptura. “O momento de maior introspecção que já vivi, com o comprometimento enorme de alcançar uma consciência e uma responsabilidade emocional ainda maior comigo mesmo e com tudo e todos que estavam à minha volta”, lembra Fran. 

Ele conta que através desta composição e das palavras que saíam de dentro dele, surgiram reflexões  profundas e importantes para aquela situação. A palavra ‘Visceral’ não está na canção, mas permeia tudo que está ali sendo dito. Ela define a faixa e o sentimento que tem pra mim”, afirma. 

No processo de criação ao lado de Carlos do Complexo, Fran sentiu que ainda cabiam mais versos. Foi quando ligaram para Bibi Caetano, que coincidentemente estava no Rio, chegou no estúdio e compôs sua parte já ao ouvir a música pela primeira vez. “A gente resolveu preservar tudo que rolou ali, porque foi de um jeito exatamente visceral”, revela Fran. 

Para Bibi, a mistura entre o passado e o amanhã é o que tem de mais impactante no single. “Na produção, na história da letra, ou como isso é passado no filme, vejo que tudo se encontra, e de uma forma linda e forte, mesmo no desencontro. Sempre dando curso vivo a algo do passado que se reflete no futuro”, opina. “Ouvi pela primeira na voz e violão do Fran. Achei a música tão linda! Logo a partir daquele momento, comecei a desenhar um mapeamento sonoro para cada particularidade que encontrava ali”, completa Carlos do Complexo. 

Mais sobre os artistas

Fran

Fran é o nome artístico escolhido por Francisco Gil para sua carreira solo. Em janeiro de 2020 o cantor lançou “Raiz” que contém 9 faixas e foi destaque de crítica e mídia. Neste primeiro trabalho solo (em música e vídeos), Fran mostra sua busca pela base que o constitui.

“Raiz” é autoral, conta com participação do avô Gilberto Gil, do seu tio Caetano Veloso, Ruxell e de Russo Passapusso (do BaianaSystem). Foi produzido pelo trio DOGZ (Pablo Bispo, Ruxell e Sérgio Santos) e passeia pela sonoridade proveniente dos ritmos africanos e dos ritmos brasileiros, com uma jovialidade e o frescor que só “Fran” consegue imprimir. Integrante da cultuadas banda Gilsons, Fran ainda lançou  o álbum “Onde?” com Chico Chico. 

Bibi Caetano

Muita gente se encantou pela voz de Bibi Caetano nas suas participações impactantes no premiado álbum “Bluesman” de BACO Exu do Blues em 2018. Quando a tour rodou o país, a cantora e compositora ficou ainda mais querida e era sempre ovacionada pelo público nas apresentações. Em 2019, lançou seu primeiro SINGLE, “DEJAVU”, participou de alguns outros projetos e se prepara para seu aguardado álbum de estreia 

Carlos do Complexo 

Carlos do Complexo é cria do Complexo do Engenho da Rainha, no Rio de Janeiro e vem se tornando um dos produtores mais cultuadas da cena. Ano passado ele lançou seu primeiro álbum, Shani, e segue levando seu talento e cultura em diversas colaborações. Carlos já se apresentou no Red Bull Music Academy e  seu set mistura brasilidades, muita percussão, influências de jazz, funk e R&B. 

Mais sobre a Redley Records

Desde 2018, a Redley vem se conectando com diferentes plataformas musicais. Fizeram a colab com o Refavela40, de Bem e Gilberto Gil; patrocinaram os festivais Queremos! e Rock the Mountain; apoiaram festas e coletivos independentes, como o Digitaldubs e a Charanga Talismã; e vêm reforçando o time de apoiados com os produtores/DJs Dree Beatmaker e Bernardo Ibeas, o comunicador/DJ Pedro Bonn, o Duo de DJs Tropicals e o rapper JOCA.

“Mas, ainda estava faltando alguma coisa. Precisávamos criar um projeto voltado para criação de conteúdo e que servisse de plataforma para impulsionar novos artistas. Foi então que pensamos em relançar o Redley Records, dessa vez com foco em artistas independentes da nova geração”, conta Bernardo Cabral, coordenador de comunicação e branding da Redley.

O “Redley Records” foi um dos primeiros contatos da marca com a música. Funcionava como um selo musical lançado no final dos anos 1990. “A gente já sabia o que o nosso público ouvia, então propus à Sony Music criar a Redley Records, que inicialmente teve fitas de reggae, rock e surf music australiana, com bandas como GANGgajang, Hoodoo Gurus, Spy v Spy e Yothu Yindi”, conta Clemente Borges, coordenador de marketing da Redley durante os anos 1980 e 90. 

A aventura sonora teve uma loja própria em Brasília, que além das fitas cassete, vendia camisetas e outros produtos vinculados aos artistas que faziam parte das coletâneas. “Essa história rendeu muito, a gente vendeu fita para caramba, os encartes eram lindos”, diz Clemente. Mais tarde, com a chegada do CD, a Redley chegou a patrocinar o lançamento de um álbum do guitarrista mexicano Carlos Santana. A loja era referência para a juventude local, onde a galera do rock se encontrava, mas também outras tribos, com encontros de break dance e outros movimentos.

Depois de mais de duas décadas o projeto voltou em 2020, com cara nova, em um mundo muito mais globalizado, digital e com novas vertentes musicais em destaque. Cada lançamento propõe um encontro entre diferentes artistas e conta com um single, um clipe, um mini doc, mostrando os bastidores da gravação, e uma camiseta especial. O projeto foi inaugurado com a parceria entre o Rapper JOCA e a banda grãomestre em meados de 2020.

“A partir dessa inspiração relançamos nosso selo que funciona como uma plataforma em que os artistas vão poder mostrar suas vozes e visões para o mundo. O projeto tem como objetivo ser uma construção a longo prazo, com diferentes lançamentos anuais. Queremos misturar estilos, referências e visões, com o intuito de trazer suporte e potência para cena independente”, explica Bernardo.

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