CRUZADA CONSERVADORA! Disney poderá enfrentar mudanças após questionar leis anti-LGBTQIA+

No mês de março desse mesmo ano foi aprovado pelo governo do estado da Flórida, EUA, o projeto de lei ‘Don’t Say Gay’, que retira das áreas educacionais o comprometimento em apoiar pessoas LGBTQIA+, não permitindo que essas instituições, tais como escolas, abordem qualquer temática que envolva sexualidade ou identidade de gênero.

Ao mesmo tempo, fãs e funcionários dos conglomerados Disney, se revoltaram ao descobrir que a empresa financiava políticos republicanos que votaram a favor da lei discutida.

Dennis Baxley, republicano e senador pelo estado da Flórida, supostamente teve apoio financeiro pela Disney em seu projeto de governo, carregando sempre um discurso anti-LGBTQIA+, apoiando ativamente possíveis leis homofóbicas, tal como impedir a adoção de crianças por casais gays, por exemplo. O mesmo comparou crianças que vivem com país do mesmo sexo com crianças que vivem com abusadores e alcoólatras.

Garantiremos que os pais possam enviar seus filhos à escola para obter uma educação, não uma doutrinação“, declarou o governador da Flórida, Ron DeSantis, em matéria para ABC.

Diante a comoção de boa parte dos americanos e também do restante do mundo, a companhia que produz entretenimentos infantis em massa, declarou-se contra a lei e prometeu trabalhar junto com entidades locais para derrubar a decisão do governador DeSantis.

O presidente do EUA, Joe Biden, que é um democrata, também declarou todo o apoio de sua administração para coibir leis odiosas como ‘Não Diga Gay’.

Em fevereiro deste ano, após o assunto estampar as principais manchetes do mundo, Bob Chapek, que é CEO da Disney, tentou posicionar-se defendendo a comunidade LGBTQIA+, porém foi questionado por muitos apoiadores da diversidade sobre a política de neutralidade da Disney, essa mesma política que financia políticos a favor e contra projetos LGBTQIA+.

A neutralidade trouxe consequências não só por parte do público, mas também dentro da companhia, onde funcionários começaram a questionar a credibilidade das decisões sobre conteúdos LGBTQIA+ que não foram renovados.

Na semana passada, a influenciadora digital Camila Montreal, teve seu vídeo viralizado nas redes sociais onde a mesma se emociona ao ouvir um depoimento de um funcionário do Parque da Disney.

“Eis que Evan me fala que estava passando por um momento muito sombrio, que a comunidade LGBTQIA+ como um todo estava sofrendo e que era muito importante saber que existem pessoas como eu, simpatizantes da causa”, declarou a influenciadora em seu Instagram.

Essa batalha crescente levanta dois contrapontos; a Disney começa se posicionar contra as leis anti-LGBTQIA+ do estado da Flórida ao mesmo tempo que o governador tenta punir a companhia retirando seu status especial, fazendo com que o estado provavelmente assuma o controle fiscal do distrito do Walt Disney World.

A questão é que a Disney atua dentro de suas terras com a mesma autoridade e responsabilidade de um governo e, caso isso seja revogado, a companhia deverá começar pagar impostos para o estado para que eles administrem.

Já alguns críticos, tal como a jornalista Adrienne Lawrence, explicam que a Disney tem o poder de contestar e, que essas atitudes de financiar políticos de ambos os lados da moeda, pode fazer com que a companhia volte investir em campanhas para elevar um candidato que desafie diretamente o atual governador do estado da Flórida.

Esse jogo de neutralidade política da Disney parecia garantir que os consumidores continuassem comprando, porém enquanto nós contribuíamos, a empresa investia em políticos que não estavam interessados nesses consumidores, ou seja, à partir daqui a Disney entra num conflito interno, tendo que decidir se vão apoiar os consumidores ou os políticos que vão contra os conteúdos os direitos LGBTQIA+.

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