Com inspirações em grandes divas brasileiras e lançando seu novo EP, "Gandaia", conheça Kaike Vigory

O cenário brasileiro vem abrindo cada vez mais espaço para novos artistas e com a expansão da internet no cenário atual de streams, a missão de conquistar cada vez mais fãs tem ficado simples.
Um dos novos nomes do cenário LGBTQ+ na música é o jovem Kaike Vigory, que lançou recentemente seu mais novo EP, intitulado “Gandaia”, mas antes, vamos entender melhor quem é este novo e promissor arista do cenário.
Vigory surgiu ainda em 2017, aos 17 anos, mesmo tão novo e tão cheio de vida, Kaike sofreu com uma da doenças que assola grande parte da nossa população, a depressão. Aos 15 anos, o cantor havia se assumido gay para seus pais, foi onde a vida do intérprete de “Gandaia” entrou em dificuldade, principalmente em relação ao futuro.
O rapaz que vem de Roraima encontrou na música seu caminho e Vigory decidiu seguir a linha POP/Funk, mesmo seu estado sendo um pouco fechado para os gêneros. Peguntamos ao Kaike como ele encontrou sua essência na música e na construção de sua imagem como artista.

“A música me ajudou a me encontrar novamente, ela sempre fez parte de mim e sempre foi um grande sonho porém donde venho não se fazia pop ou funk e muito menos haviam cantores que conseguiram algum sucesso ou público nesse gênero. Sou natural de Roraima, um estado ao norte do Brasil que muitos não sabem sequer da existência, lá os ritmos que encontramos com frequência são forró e sertanejo. 

Foi aí que eu decidi lutar pelo que eu queria, comecei a estudar, como faria música, o que eu precisava pra começar. Por meio de um amigo conheci o produtor GOES music que havia voltado do Rio de Janeiro a pouco tempo, tinha passado uma temporada com o grupo Heavy Baile, enfim nos conhecemos e ele resolveu acreditar no meu trabalho e produzimos nosso primeiro single juntos. Na infância sempre amei nossas divas internacionais, porém quando decidi realmente virar um artista, encontrei grandes tesouros em nosso país, artistas como Gloria Groove e IZA me inspiram sempre, como levantar minha bandeira, como sempre tentar ser um artista completo e levar qualidade ao público, não posso me esquecer de nomes como Pabllo Vittar e Anitta, que sem sombra de dúvidas também são referências em meu trabalho, Vittar por ter quebrado barreiras de preconceito e saiu do Maranhão, me faz pensar que não importa donde sou, posso realizar o que eu quiser, Anitta não fica pra trás, foi capaz de levar nosso funk ao mundo. “

Sobre seu primeiro EP, perguntamos ao Kaike como foi o processo de criação do “Gandaia” e como surgiu o projeto?

“Bom após uma pausa na carreira em 2018 por conta de eu ter começado uma faculdade no exterior, voltei ao Brasil por alguns meses e então após algumas conversas com GOES, lhe convenci a fazermos um EP. O ano que resolvi dar a pausa sem sombra de dúvidas me afetou muito, por conta de sentir falta do que amo fazer é óbvio e eu estava disposto a voltar e fazer um bom trabalho para apresentar ao público.

Já tinha muitas composições guardadas, e então apresentei “Vai Danada” para meu produtor que após alguns dias já me mandou a demo e fomos para o estudo, decidimos também por “Quero Ver” no EP, que foi a primeira faixa que lancei em 2017, era uma música muito importante para mim, por último em uma tarde juntos eu e GOES escrevemos “Prainha” em uma brincadeira haha, das três faixas do EP é a que mais trás os traços do funk carioca.”

Para quem não sabe, Vigory também já tem videoclipes e decidimos perguntar para ele qual era a história por trás do curta de “Quero Ver”, mas antes da uma conferida:

“Então… O primeiro single do EP havia sido “Vai Danada” que produzimos no Brasil, onde pela primeira vez passei pela experiência de fazer um videoclipe.

Após voltar á Argentina, já tinha em mente que devia me preparar para a próxima produção, em Buenos Aires eu já havia começado a fazer alguns contatos, foi quando conheci Allan Vargas e Álvaro Paz, uma dupla de filmmakers de Honduras, eles resolveram acreditar em minha próxima aposta que seria “Quero Ver”. Em umas de nossas reuniões, expliquei a ideia do clipe, falei sobre as pequenas mensagens que queria por no início e sobre todo o visual que eu queria e então em dois dias produzimos o videoclipe.

Esse single sempre me cobrava ter uma coreografia, e entre outros contatos que fiz, conheci o grupo de dançarinos “Go Squad”, composto por dois colombianos e uma argentina que arrasavam na dança, se apresentavam em uma festa gay muito conhecida aqui, quando nos conhecemos a química bateu, em 1 mês de ensaio já estavam prontos para a produção.”

Com o EP recém-lançado, aproveitamos para saber do Vigory quais seriam os próximos passos envolvendo o projeto.

Esse EP contou com três faixas, minha ideia central com esse trabalho era dar o start, ter uma base. Já trabalhei dois singles e o próximo e último será Prainha, no qual já começamos a projetar as ideias e tudo mais.

O “Gandaia” serviu perfeitamente para seu propósito, e ainda abriu algumas portas para mim aqui fora. Sempre fui muito antecipado com tudo hahah, por isso já temos muitos trabalhos para depois do EP, antes de voltar ao pop vamos trabalhar em um single acústico, com uma mensagem muito importante para mim, fora isso já comecei a produzir meu primeiro EP em espanhol, por que creio que tenho que trazer nosso beat envolvente pra Argentina também.
Como Kaike nos adiantou na entrevista, o artista deverá seguir também com trabalhos em outras línguas, como o espanhol, mas enquanto os novos projetos não chegam, ouça agora o novo EP dele, “Gandaia”.

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