Ariana Grande: passos entre o fracasso e a glória

Esta é mais uma das numerosas matérias onde o tema principal é: Ariana Grande. E eu lamento caso você não goste, independente da minha ou da sua vontade isso é algo que não vai terminar tão cedo. O que necessariamente significam todos esse holofotes mirando nessa pequena mulher? Ainda não sabemos. E lhes pergunto mais, é correto definir quem é Ariana Grande agora?

Ultimamente o que não faltaram foram novas nomenclaturas. Já li coisas como “nova princesa do pop”, “salvação do pop”, “artista da década” e até mesmo gente compactuando com a ideia de que a mesma é uma das cinco maiores artistas do pop contemporâneo. Muitos são motivados não apenas pelo sucesso que a cantora vem fazendo, mas também pelo que disse a Billboard em um artigo recente. Nesse texto, a revista norte-americana afirma que Ariana já superou nomes como Lady Gaga e Katy Perry. Um pouco incomodado com essa situação específica e cheio diversos outros questionamentos me motivaram a escrever sobre a intérprete de “thank u, next”.

Desde que começou sua carreira, Ariana despontava como um prodígio do seu meio, a começar pelo papel que interpretava na série “Victorious“, da Nickelodeon. Tamanho foi o apelo do público pelo seu personagem que a emissora até idealizou o spin-off, “Sam & Cat”, onde atuava junto de Jannette McCurdy, a Sam de “iCarly“. Paralelamente, a cantora que ainda era primordialmente atriz, também publicava covers em seu canal no YouTube. Prova de que esse passatempo também era bem recepcionado é o vídeo-cover de “Emotions”, sucesso dos anos 90 cantado por Mariah Carey, que hoje conta com mais visualizações que o clipe oficial da música.

Recém entrando na casa dos vinte anos, a atriz resolveu lançar o primeiro single de sua carreira musical de fato. E o fez bem, não podemos negar. “The Way” vendeu mais de 219,000 cópias na sua semana de estreia, sendo a música com maior número de vendas em seus primeiros sete dias do ano de 2013, atrás apenas de nomes gigantes da época, Justin Timberlake, com “Suit & Tie“, e One Direction, com “Best Song Ever“. Mesmo assim, a repercussão de seu primeiro álbum foi mediana. “Yours Truly” certamente não foi um estrondoso sucesso da época, mas serviu para apresentar essa que era uma nova voz do mercado pop. E quando falo de “voz”, eu estou falando de voz mesmo. Logo de cara a capacidade vocal de Ariana já arrancou elogios da imprensa e de artistas como Kelly Clarkson e Lady Gaga.

Agora ambientada no meio, era hora de explodir de vez. E foi isso que trouxe o seu segundo disco, ao menos em partes. É no álbum “My Everything” onde temos grandes sucessos como “Problem” e “Break Free”. O primeiro single, em parceria com Iggy Azalea,  vendeu 438,000 downloads na primeira semana e estreou direto na terceira posição da Billboard. Foi o suficiente para que conquistasse o recorde de melhor estreia de uma parceria de duas mulheres na parada estadunidense. A canção também conseguiu o primeiro lugar da principal parada britânica, e atualmente o clipe acumula mais de um bilhão de visualizações no Youtube. “Break Free” não repetiu o êxito de “Problem”, mas de maneira alguma pode ser considerada um flop, atingiu pico de quarto lugar nos Estados Unidos. No fim das contas, poderia ter sido a pior música dela e ainda valeria o lançamento apenas pelo vídeo do brasileiro dançando no teto de um ônibus durante uma das festas de Carnaval

Nesse momento a cantora já tinha muito. Era dona de músicas de sucesso, já parecia preparada para uma turnê maior do que a primeira, que contou com pouco mais de 50 shows, seu nome se tornou familiar a um público grande, mas parecia que faltava algo: identidade. Não me entendam mal, mas acredito que ela ainda estava buscando entender a artista dentro de si, e não há nada de errado nisso. Não que necessariamente ela não fosse sincera com o que estava fazendo, mas existia um abismo de diferença entre ela com cantando “The Way” e sensualizando em “Problem”.

Mas vejam só, isso também é uma questão de contexto. A Ariana surgiu nos resquícios do fim de uma das épocas mais grandiosas da música pop, onde nomes gigantescos como Katy Perry, Rihanna e Lady Gaga se consolidaram como ícones, e lendas como Britney Spears e Beyoncé continuavam sua brilhante carreira já como veteranas. Não obstante isso, dentro da “categoria” onde estava Ariana, ou seja, o grupo de artistas com quem mais tinham semelhanças, a concorrência já tinha um público fiel e muito bem definido. Estou me referindo a cantoras como Miley Cyrus, Demi Lovato e Selena Gomez, que já vinham de carreiras de muito êxito como atrizes e estilos musicais já “testados”. Sim, a Ariana também era atriz antes, mas estamos falando de pessoas que protagonizaram Hannah Montana, Feiticeiros de Waverly Place e Camp Rock, três das maiores marcas televisivas da Disney entre o público jovem.

Ou seja, de maneira grosseira, ainda era preciso saber a que vinha essa nova garota com rabo de cavalo e voz aguda. É aqui que entra o terceiro disco, “Dangerous Woman”. No entanto, antes de ser uma mulher perigosa, ela nos apresentou uma transição que me parece decisiva. Embora muitos não gostem, para mim “Focus” é um de seus melhores trabalhos. Parece só uma versão repaginada de “Problem”? Sim. Mas é incontestável que o clipe e presença dela nas apresentações dessa música eram muito mais marcantes. Não apenas isso, todo esse momento parecia preparar a audiência para literalmente focar em algo muito maior que viria logo em seguida. Vou deixar que a mesma lhes mostre, durante sua passagem pelo American Music Awards de 2015.

O novo lançamento chegou, e como disse a Pitchfork em sua resenha sobre o álbum, Ariana não precisou buscar espírito para suas novas músicas, ela já estava cheio dele: “Ela só precisa encontrar a Mulher Perigosa dentro de si e deixá-la se libertar”. Este indiscutivelmente é um álbum que, mesmo para não simpatizantes da ex-atriz, é no mínimo interessante. A julgar pelas músicas principais do disco: seu lead-single estreou diretamente na décima posição da Billboard Hot100, alcançando pico número #8, o segundo single, “Into You”, conseguiu um #13 e “Side to Side”, com Nicki Minaj, conseguiu mais um #4 para a cantora. Era difícil saber o que chocava mais, o não rabo de cavalo do clipe de “Dangerous Woman” ou o amadurecimento progressivo da jovem de 23 anos. Fato é que a profecia já estava feita: “Eu sou a rainha do rap e a jovem Ariana comanda o pop” (Minaj, Nicki 2016).

Após todo o auge de uma era que dividiu espaço com “Lemonade”, “Anti”, “Glory” e “Joanne”, tivemos o triste dia 22 de maio de 2017. Grande se apresentou na Manchester Arena, em Manchester, no Reino Unido, como parte da “Dangerous Woman Tour” e no final do show, um homem-bomba detonou um explosivo na entrada da arena, deixando 22 mortos e 120 feridos. O caso, rodeado por um contexto de crises humanitárias e ameaças terroristas em toda a Europa, teve proporções gigantescas, e Ariana imediatamente cancelou a turnê por tempo indeterminado.

É difícil pensar como seguiria a carreira da cantora após esse atentado. Fortemente abalada pelo que aconteceu, os transtornos psicológicos causados na artista vieram a ser tema de uma de suas músicas em seu seguinte álbum, o “Sweetener”.Mas infelizmente esse não seria o único momento apavorante que ela teria que enfrentar em tão pouco tempo. Cerca de 1 ano e 3 meses após o acontecimento no Reino Unido, Ariana viu seu então ex-namorado, que esteve junto dela durante toda a explosão midiática e drama de Manchester, morrer tragicamente.

Acredito que presente nós conhecemos. Muito tempo após o atentado Ariana lançou “no tears left to cry”, debutou na posição de número #3 da Billboard Hot100, fazendo dela a única artista da história a estrear o lead-single de seus quatro primeiros discos no Top 10 das mais vendidas dos Estados Unidos. Esse recorde ainda seria estendido com “thank u, next”, que conseguiu fazer sua estréia diretamente no topo. “Sweetener” vence o Grammy de 2019 como melhor álbum pop, uma decisão que deixou muitos surpresos, confesso que inclusive a mim. A cantora também se torna a primeira artista desde The Beatles, em 1964, a conseguir preencher as três primeiras posições da Billboard ao mesmo tempo e paralelamente consegue números de reproduções estrondosos no Spotify com seu quinto trabalho de estúdio.

Há muito para ser dito, mas comecemos por: com que tipo de coragem vocês tem audácia de dizer que Ariana faz sucesso por “se escorar” em tragédias? Sinceramente não sei em que mundo vive um fã de música pop que diz algo assim. Não apenas pela bizarrice que é desmerecer o trabalho duro e talento da cantora, que ficam mais do que nítidos quando ela sobe no palco, mas também por parecer não entender do que é feito o universo do show business.

Na música o artista canta sobre o que vive, ele fala sobre o que presencia, faz sentir o que ele sentiu. A nossa vida é basicamente isso. Falar sobre suas experiências, aprender com elas, conta-las, escrever sua história. Coisas tão marcantes, como a dor de um atentado e a perda de uma pessoa especial, provavelmente fizeram com que todos os pensamentos da cantora girassem em torno disso, ninguém além dela sabe como foi e continua sendo essa dor. É mais do que natural isso vire música, e é lindo também – “ghostin” que o diga. As canções não são feitas apenas para que nos identifiquemos, mas também para que conheçamos mais daqueles que estamos ouvindo.

É claro que ambos os acontecimentos deram mais visibilidade para o nome de Ariana, não sejamos hipócritas. Mas é sim hipocrisia agir como se essa fusão entre a carreira do artista e grandes acontecimentos midiáticos fossem incomuns música pop. Não preciso ir longe muito longe para exemplificar. O término do namoro de Justin Timberlake com a Britney foi crucial para o crescimento do nome dele, que usou o caso para promover todo o seu primeiro álbum. A suposta traição de Jay-Z igualmente foi ponto chave para a expressão artística de Beyoncé no “Lemonade“. E o que dizer então sobre a princesa do pop após 2007? Independente de quão dramático ou midiatizado seja o acontecimento, não deixa de fazer parte da vida de alguém que transforma seus sentimentos em música.

Posto isso, é momento de analisar esse fenômeno Ariana Grande que tomou conta do fim de 2018 e início de 2019. Pode soar contraditório, uma vez que comecei esse texto com a ideia de que talvez fosse cedo demais para analisar o momento, mas vamos lá.

É magnífico pensar que a mesma artista que provocou risos em Rihanna anos atrás hoje divide recordes no Spotify com ela. É lindo pensar que vimos uma pequena atriz da Broadway dominar o mundo com seu penteado de rabo de cavalo. Mas é problemático exalta-la rebaixando veteranas com conquistas muito maiores apenas porque hoje o seu nome é o mais popular.

Confesso que esses comentários afirmando que a cantora superou pessoa “x” ou pessoa “y” me deixaram assustado. Aos fãs, segurem suas pedras, tentarei me fazer entender logo mais a frente, mas tem uma coisa chamada arroz com feijão que a Ariana vai ter que comer muito para estar ao lado de artistas como Katy Perry e Lady Gaga no mundo pop. E isso significa que ela é melhor ou pior que alguém? Não. Significa que não estamos falando apenas de cantoras que simplesmente venderam muito e por isso chegaram onde estão, mas sim que marcaram gerações e movimentos tão grandes quanto elas.

Essa coisa de “A-list” não faz muito sentido, porque por mais que insistam em dizer que há uma “lista” de metas a serem batidas para fazer parte desse grupo de divas, é algo ignorante. Por exemplo, li em algum lugar que teoricamente seria necessário ter #1 na Billboard Hot100 para ser um grande ícone pop, ai eu lhes apresento “Bad Romance” e “Toxic”. Nunca estiveram em primeiro lugar. Também li que é necessário Grammy, eu lhes apresento a realidade já conhecida de que essa premiação nunca premiou pessoas como Diana Ross, Queen, Janis Joplin, Nicki Minaj, Jimi Hendrix, Katy Perry, Bob Marley, e por aí vão os nomes de lendários da música sem o gramofone.

Longe de tentar menosprezar alguém, mas quão significativo continuou sendo a carreira da dona do smash-hitAll About That Bass” e vencedora do Grammy de artista revelação de 2016. Em qual “lista” está Meghan Trainor?

Fazer comparações como a que a Billboard fez é praticamente um crime contra a história da música pop. E não por que a Ariana é menos ou mais digna de estar no topo, mas sim porque na mente de mal intencionados isso é um caminho para minimizar e reduzir apenas a números o legado de GIGANTES da música pop. Lady Gaga e Katy Perry não são ícones apenas porque venderam muito, e como venderam em, mas sim porque representaram e se destacaram em um momento muito singular da cultura popular.

Numa época com tantas mulheres fortes no topo, com um número gigantesco de hits em produção, a doceira e mãe monstro conseguiram solidificar mais do que seus nomes, suas identidades. Um show de extravagância artística de ambas as partes, expressa não apenas na música como também na moda e em seus estilos. Apresentações memoráveis, recordes inimagináveis, clipes super produzidos, polêmicas, manchetes e, principalmente, gritos de liberdade. Tudo isso também gerou uma ideia de rivalidade que, ao mesmo tempo em que foi tóxica, também mostrou, e continua mostrando, que são dois dos maiores nomes pop dessa década.

Percebam que estamos aqui nos referindo a uma mulher que quis adotar todos aqueles que nasceram fora do sistema heteronormativo e foram considerados anormais por isso. Estamos aqui nos referindo a mulher filha de pastores estadunidenses que beijou uma garota e gostou. Estamos aqui nos referindo não só a sucesso, mas sim a sociedade. Era o momento de muitos que ainda estavam entendo sua sexualidade e descobrindo que militância podia não ser apenas levantar uma bandeira colorida. Podemos dar pouco valor para o significado disso para uma comunidade pop majoritariamente formada por pessoas do meio LGBTQ+?

Vale ressaltar que a discussão toda também é algo muito geracional. É óbvio que cantoras que marcaram determinados momentos da sua vida pessoal serão mais especiais para uns ou outros, porque são momentos muito individuais da vida de cada um. No entanto é mais do que necessário respeitar o legado que cada uma construiu, é questão de fazer jus a um gênero musical que não nasceu ontem.

“Nossa, Lucas, porque você não fala logo que não gosta da Ariana?” Não é bem assim – em anexo deixarei provas de como curto muito o trabalho dela (anexo também conhecido como eu tentando ser dangerous em uma festa fantasia pop em 2016). Inclusive adoraria parabenizá-la por coisas como “God Is a Woman”, pra mim um dos pontos mais altos de sua carreira. Essas mensagens fortes, posicionamentos “chocantes” e produções repletas de conteúdo, são de extrema importância para novas gerações que estão se ligando ao mundo das grandes divas. Minha visão é de que faz muito tempo que o pop deixou de ser apenas o lugar de musicas musicas chicletes. É também, e ainda bem que é, mas se tornou também espaço político.

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Bem dangerous man da noite passada

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Essa coisa de nomear a Ariana como “A-list” também pode mascarar, por parte de muitos, uma maneira de diminuir suas “concorrentes iniciais”, Miley, Demi e Selena. Coisa que também é muito cômica, porque além de elas já terem consolidado seu nome entre o público jovem do fim da primeira década do século 21, pela atuação, todas têm carreiras muito bem sucedidas.

A Miley já estava na segunda posição da Billboard Hot 100 lá em 2009, e é dona de uma que, se não for a maior, é provavelmente uma das mais históricas marcas da Disney. Em 2013 fez uma apresentação no VMA  que, independente do motivo, é lembrada pela sua excentricidade como algumas das performances de Britney e Madonna. Foi mais comentada até mesmo que a Beyoncé na noite do prêmio. Não foi apenas indicada ao Grammy, como também até o Globo de Ouro, e por aí vão suas conquistas. A Demi tem em seu portfólio um filme com recordes televisivos (Camp Rock), coleciona diversas entradas na Billboard Hot100, inclusive no Top10, já esteve no Top 3 britânico mais que uma vez, certamente poderia lotar shows em qualquer lugar da América Latina, pois a quantidade de fãs dela na região é gigantesca – o sucesso de “Echame La Culpa” não me deixa mentir- e ninguém em sã consciência diz que ela não é merecedora de um Grammy. Quanto a Selena, as coisas apenas se repetem. Personagens muito famosos em sua carreira como atriz, figurou diversas vezes no Top 10 da principal parada dos Estados Unidos, tem números grandiosos em plataformas como Spotify e Youtube e inclusive já foi eleita a mulher do ano pela Billboard. A Ariana estar ao lado de mulheres fortes e com carreiras assim tão brilhantes não deveria, e não é, ser motivo de vergonha.

Enfim, o que eu quero dizer com todas essas palavras, perdão se pareci um pouco rude, é que está muito cedo para definir o que é esse fenômeno chamado Ariana Grande. Que sim, é digno de atenção, não é uma carreira que começou ontem, mas que precisa de mais tempo para o mundo. Vocês estão chamando ela de princesa do pop por fazer sucesso nas paradas enquanto a Britney tinha 20 anos e se apresentava com uma cobra no pescoço.

Quando eu escolhi para título do texto as palavras “fracasso” e “glória”, não foi para sugerir que em algum momento Ariana esteve próxima do fracasso, muito pelo contrário. A ideia aqui é mostrar que sua glória foi conquistada gradualmente, ela literalmente foi subindo uma escada até o topo. Conquistando públicos aos poucos, tocando um pouco aqui, um pouco ali. E sabe quem também fez isso? Rihanna. Que, embora tenha conseguido boas posições nas paradas norte-americanas com o primeiro e segundo álbum, só surgiu para o mundo mesmo com a trilogia “Good Girl Gone Bad”, “Rated R” e “Loud”. Alguém hoje em dia é capaz de cometer a insanidade de questionar o legado da caribenha? Não. Então, mantenham a calma e deixem o tempo eternizar a carreira dessa dangerous woman.

Que a Ariana tem um potencial tremendo para se tornar tão grande quanto qualquer artista que está aí hoje não é uma questão de opinião, é um fato. A qualidade do álbum “thank u, next” não me deixa mentir, é um tremendo respiro de música boa para uma época tão rasa da música pop. Só que precisamos de tempo, observar os próximos passos, NECESSITAMOS de mais longevidade para essa carreira que acaba de começar com intensidade aos olhos do grande público. E depois sim poderemos dizer o que ela realmente significou. Agora, corremos o risco de olharmos com muito encanto para essa belíssima voz e rabo de cabelo, que já são marcas registradas, e estabelecer análises equivocadas. Para além disso, não duvido nada que o boom protagonizado pela senhorita Butera e outros nomes como Dua Lipa, Camila Cabello e Normani, tragam uma nova era de magnitude ao pop. Veremos.

 

PS: Make “bloodline” single PLEASE