O ator Bruno Montaleone tem se posicionado de forma clara sobre sua sexualidade, afirmando que a considera um aspecto “irrelevante” em sua identidade pública. Em declarações recentes, o artista expressou que focar em sua orientação sexual, especialmente em relação a amores entre pessoas do mesmo sexo, reforça mecanismos de um sistema que, em sua visão, marginaliza, segrega e limita a liberdade individual. Para Montaleone, a insistência em questionar ou categorizar o afeto não contribui para a construção de uma sociedade mais inclusiva.
Ele enfatiza que a discussão sobre a liberdade afetiva deve transcender a experiência pessoal, defendendo que qualquer indivíduo tem o direito fundamental de amar quem quiser, sem a necessidade de justificativas, licenças ou permissões. Essa perspectiva aponta para uma crítica à lógica comum que associa o engajamento em causas de liberdade afetiva a uma vivência pessoal correspondente, algo que o ator considera problemático. Sua posição reflete um desejo de normalizar o amor em todas as suas formas, afastando-o da ideia de exceção que precisa ser explicada.
A discussão sobre a sexualidade de Montaleone ganhou mais destaque com sua atuação em produções como “Homem com H”, a cinebiografia de Ney Matogrosso. No filme, ele interpreta Marco de Maria, um dos grandes amores da vida do cantor, um papel que o desafiou a mergulhar em uma história de amor não-heteronormativa. A performance de Montaleone nesse contexto sublinha sua convicção de que o profissionalismo e a arte podem e devem servir para ampliar a representatividade e a compreensão das diversas formas de amor e existência.