Acabou a meia entrada? Ancine estuda o fim do benefício nas bilheterias de cinema; entenda

Acabou a meia entrada? Ancine estuda o fim do benefício nas bilheterias de cinema; entenda

Já assistiu algum filme no cinema pagando meia-entrada? Então você fez/faz parte de algum dos grupos de beneficiários da obrigatoriedade legal da famosa “meia”. O grupo abrange estudantes, jovens de baixa renda, pessoas com deficiência, adultos com mais de 60 anos, professores sob lei de alguns estados e municípios que garantem o benefício, doadores de sangue e de medula, portadores de câncer e sindicatos de categorias profissionais. Bem, parece que a meia-entrada tem dias contados para tal grupo social.

Ok, mas por que acabar com o benefício? De acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine), a cortesia, que tem por objetivo facilitar o acesso a bens culturais, não está sendo alcançada, por tal obrigatoriedade estar correspondendo a quase 80% dos ingressos de 2019 por exemplo. Isso porque cerca de 96,6 milhões de brasileiros se enquadram nesses parâmetros, o que é quase metade da população.

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O assunto já vinha sendo debatido desde 26 de maio de 2020, quando foi aprovada a consulta pública da AIR (Análise de Impacto Regulatório) sobre tal cortesia. Um dos argumentos da consultoria foi:

“Para ser efetiva, a política de meia-entrada deveria beneficiar um menor número de pessoas, pois a proporção de ingressos com meia-entrada vendidos é essencial para o alcance dos resultados. Quanto maior a proporção de ingressos vendidos sob meia-entrada, menor é o impacto real sobre a população beneficiada e maior é o valor do ingresso da categoria inteira. Dessa forma, recomenda-se a revisão dos critérios hoje adotados para a concessão do benefício da meia-entrada, de forma a deixá-los mais restritivos e focados em critérios que levem em conta majoritariamente a renda dos beneficiários”.

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E aí, será que o estudo sobre o benefício vai realmente retirar a obrigatoriedade das bilheterias? Esperamos que não!

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